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Ucrânia: a instável aliança de nacionalistas com oligarcas judeus

A principal versão da mídia ocidental sobre a situação na Ucrânia “informa” que o “povo ucraniano” libertou-se do malvado e corrupto governo de [Víktor Fédorovych] Yanukóvytch. A participação de nacionalistas na derrubada do governo e a presença deles no novo governo têm sido minimizada. Organizações judaicas e escritores judeus “garantiram” ao The NY Times que não era verdade o que Putin dizia sobre o “incipiente fascismo e o antissemitismo” do novo governo. Eles asseveram que as denúncias de Putin não passam de desavergonhada manobra para dissimular a agressão russa.

O que aconteceu com a inveterada fobia que liberais e judeus sentem por gente branca e nacionalista, como aquela que, por exemplo, cumpriu papel tão proeminente na Revolução da Praça Maidan?

Contestando tudo isso, o LA Times publicou na sua página de opinião artigo de um acadêmico liberal dos mais convencionais, Robert English, diretor da Escola de Relações Internacionais da Universidade do Sul da Califórnia (Ukraine’s threat from within: Neofascists are as much a menace to Ukraine as Putin’s actions in Crimea) [Ucrânia: a ameaça interna: neofascistas são mais perigosos do que Putin na Crimeia]. A proposição básica do Prof. English é que a participação decisiva dos nacionalistas ucranianos no novo governo infunde justificado medo nos etnorrusos da Ucrânia.

A moda agora é falar que o presidente russo, Vladimir Putin, é um paranoico sem contato com a realidade. Mas a denúncia dele contra os “radicais neofascistas” que derrubaram o governo anterior ucraniano e que agora estão nas fileiras do novo governo é digna de crédito. O empoderecimento dos extremistas nacionalistas da Ucrânia não representa ameaça menor para o futuro do país do que as manobras de Putin na Crimeia. Essa gente odienta tem uma ideologia repugnante.

Veja-se o caso do partido Svoboda, que conquistou cinco posições importantes no novo governo, incluindo os cargos de primeiro-ministro, ministro da Defesa e procurador-geral. O Svoboda bate-se pela abolição do estatuto autonômico que protege os russos na Crimeia. Isso inclui degradar o status da língua russa pelo voto no parlamento. Para os milhões de russos étnicos, essas são provocações odiosas e superlativamente estúpidas, em se tratando das medidas iniciais do novo governo no país dividido.

Esses movimentos, mais do que a propaganda russa, suscitam grande inquietação na Crimeia. […]

O Svoboda, o Setor da Direita e outras organizações da extrema-direita […]  compõem-se de legiões de jovens abandidados que exibem símbolos alusivos à suástica. Seus chefes exaltam muitos aspectos do Nazismo e prestam culto à figura de Stepan Bandera, o capitão dos nacionalistas ucranianos na Segunda Guerra Mundial, cujas tropas colaboraram com Hitler e massacraram milhares de poloneses e judeus.

Essa coonestação do passado assusta, mas os planos desses partidos para o futuro assustam ainda mais. Eles defendem abertamente que o ensino da língua russa nas escolas seja proibido, que o direito à cidadania só se reconheça àqueles aprovados em exame de língua e cultura ucranianas, que apenas os ucranianos possam adotar órfãos e que os passaportes identifiquem a etnia de seus titulares: ucraniana, polonesa, russa, judaica ou qualquer outra.

Vemos novamente aí a natureza perversa de muitos nacionalismos europeus. Tom Sunic vinha nos advertindo reiteradamente sobre isso. Os movimentos antirrussos estão especialmente equivocados, dada a enorme superioridade militar russa e o caráter inaceitável, aos olhos da Rússia, da adesão da Ucrânia à OTAN e à União Europeia. Certamente a lembrança do genocídio no período soviético mantém-se muito viva na memória dos nacionalistas ucranianos — o que se compreende, embora os russos possam argumentar que não eram eles os detentores do poder no governo soviético aquando do genocídio, e que os próprios etnorrussos estiveram entre as primeiras vítimas do regime soviético; além disso, como observa Andrew Joyce, os nacionalistas ucranianos sabem muito bem da histórica opressão econômica judaica e do envolvimento judaico no genocídio ucraniano dos anos trintas.

Apesar de todo esse nhenhenhém, o nacionalismo ucraniano, se fosse racional, combateria pela partição do país segundo linhas étnicas, em vez de reclamar soberania em áreas como a Crimeia, atualmente região habitada majoritariamente por etnorrussos; evidentemente os russos não iriam querer fazer parte da União Europeia, que se bate pela dissolução de todas as identidades nacionais.

Continua o Prof. English:

Será tão difícil entender a perplexidade dos russos à vista dos oficiais americanos (como o Sen. John McCain e a subsecretária de Estado, Victoria Nuland) que flertam com extremistas denunciados por antissemitismo, xenofobia e até mesmo neonazismo por numerosas organizações de defesa dos direitos humanos? Eles batem autofotos e distribuem pastéis entre os chefes dos protestos, cujos bangalafumengas distribuem nesse mesmo momento, em plena Praça da Independência, exemplares de Os protocolos dos sábios de Sião: isso não deveria chocar? Se nalguma rara situação alguém mostra preocupação com esses extremistas, o problema é logo minimizado com o chavão de que “Sim, o governo não é perfeito, mas logo os moderados prevalecerão”.

Aparentemente os neoconservadores tais quais McCain e Nuland (bem como a elite ocidental de forma geral) veem a presença dos nacionalistas ucranianos como problema superável, a julgar pela hostilidade deles para com todo nacionalismo (à exceção do nacionalismo judeu em Israel). É claro que eles devem ter se equivocado nesse particular e acabaram abocanhando mais do que podem engolir. Israel Shamir descreve os eventos como “Revolução Parda”. Segundo ele, a Ucrânia “foi tomada por uma coalizão de ucranianos ultranacionalistas e oligarcas judeus (principalmente)”, que enriqueceram pilhando a Ucrânia: “Durante anos, os oligarcas despojaram a Ucrânia, remetendo para bancos ocidentais toda a riqueza que extraíam, o que levou a Ucrânia até a beira do abismo”.

Essa coalizão de nacionalistas com oligarcas parasitários, principalmente judeus, é instável, para dizer o mínimo. O Prof. English erra ao escrever como se os nacionalistas tivessem logrado seus objetivos, sem nunca mencionar que forças muito poderosas alinharam-se contra eles. Durante mais de um século, o principal vetor da rica e poderosa diáspora judia tem estado voltado contra os nacionalismos majoritários locais — daí o forte apoio judeu à União Europeia e às forças imigrantistas de desterritorialização da raça branca nos EE.UU. e por todo o Ocidente.

Em última análise, a Ucrânia não será exceção. Eu prognostico que os oligarcas, principalmente os judeus, e seus aliados ocidentais farão de tudo para marginalizar os nacionalistas e fortalecer suas ligações com o Ocidente. Essa conjugação de forças pró-ocidentais é realmente muito poderosa.

O Prof. English aponta as consequências para os etnorrussos nas antigas repúblicas soviéticas:

Mas a preocupação russa é justificável. Desde o colapso da União Soviética, milhões de etnorrussos ou falantes do russo tiveram cassada sua cidadania nas repúblicas bálticas (onde muitos viveram por gerações). Eles perderam seus empregos e suas casas na Ásia Central. E têm sofrido virulenta discriminação na Geórgia (causa principal da guerra de 2008 com a Rússia, também largamente ignorada no Ocidente).

Tal resultado é lamentável pelos russos desterrados, mas essas situações foram grandemente compensadas pela criação de Estados etnicamente homogêneos nas regiões da antiga União Soviética e alhures na Europa. Como observei em outro trabalho,

ao longo dos últimos 150 anos, a tendência geral na Europa e alhures tem sido a criação de Estados com base na etnia, ou seja, etnoestados. Essa tendência não terminou com o fim da II Guerra Mundial. Na Europa, a Guerra fez-se acompanhar do desterramento e reassentamento de povos — principalmente os alemães — para a criação de Estados etnicamente homogêneos. De fato, o maximante da homogenização na Europa ocorreu nas duas primeiras gerações que se seguiram à II Guerra Mundial.

[O Prof. Jerry Z.] Muller escreve:

Como resultado desse massivo processo de apartismo étnico, o ideal etnonacionalista foi largamente realizado: na maioria dos casos, cada nação europeia tinha o seu próprio Estado, e cada Estado compunha-se quase exclusivamente de uma só nacionalidade étnica. Durante a Guerra Fria, essa regra tinha poucas exceções: a Checoslováquia, a URSS e a Iugoslávia. Mas o destino desses países demonstrou a presente vitalidade do etnonacionalismo.

Essa questão é essencial. Com a recente expansão do império da União Europeia, expandiu-se também a retórica apologética de uma nova idade “pós-nacional”. A essa fase, entretanto, seguiu-se a pasmosa multiplicação de etnoestados por sobre os escombros da Iugoslávia, da antiga URSS e da Checoslováquia (cf.The utter normality of ethnonationalism — except for whites. In: VDARE).

Isso que se passa na Ucrânia é exatamente esse processo de desintegração de um Estado etnicamente heterogêneo para a formação de Estados etnicamente homogêneos. Esse seguimento tem o endosso das forças armadas russas e foi desencadeado pela agressiva intromissão de governos e ongues ocidentais na política ucraniana. Nem os neoconservadores nem a União Europeia desejam a clivagem étnica, mas esse é um desejo que pode não prevalecer, dado que Putin está disposto a garantir os legítimos interesses russos manu militari.

Do ponto de vista de um etnonacionalista universal, como sou eu mesmo, a melhor  solução possível seria a divisão da Ucrânia entre russos e nacionalistas ucranianos, segundo as áreas agora sob controle de uns e outros. Se isso acontecesse, os neoconservadores ficariam furiosos. Culpariam Obama e outros governos ocidentais por não terem sido ainda mais agressivos.

Mas a divisão da Ucrânia separando as regiões russa e ucraniana não teria nada de extraordinário, não seria diferente da partilha da Iugoslávia ou da Checoslováquia. O problema é que as oligarquias ocidentais, sempre ansiosas para prejudicar a Rússia, insistem na narrativa da divisão como completamente ilegítima.

O Prof. English, como o liberal convencional que é, aconselha que, em último caso, os Estados Unidos devam se opor fortemente aos nacionalistas:

Por que não deveríamos aliviar os russos de seus [justificados] medos, denunciando energicamente os etnonacionalistas, abraçando os direitos minoritários como vitais para a estável democracia ucraniana que buscamos promover? Dada a nossa própria hipocrisia — não violar acordos (exceto aquele de não expandir a OTAN para o leste), não invadir países sob belos pretextos (exceto o Iraque) e não apoiar movimentos de minorias separatistas (exceto no Kosovo) — por que não iríamos querer restaurar a credibilidade dos Estados Unidos, atuando de acordo com os nossos princípios neste crítico caso? Em 2012, o parlamento europeu condenou o racismo, o antissemitismo e a xenofobia do Svoboda em nome dos “valores e princípios fundamentais da UE”. Os EUA devem fazer a mesma coisa agora, sem hesitação. Isso não é só a coisa certa a fazer, isso abriria uma porta para o entendimento com a Rússia sobre essa perigosa crise. Nossa omissão   estimula os extremistas dos dois lados.

O Prof. English está de parabéns pela sua resumida lista das hipocrisias ocidentais. Com efeito, por que o apoio a uma Crimeia etnicamente homogênea seria diferente do apoio a um Kosovo etnicamente homogêneo?

Mas ele não precisa ficar preocupado. Evidentemente os EUA não querem realmente a vitória dos nacionalistas ucranianos e moverão céus e terra para derrotá-los, se eventualmente eles consolidarem seu poder no governo. Mas, por enquanto, as oligarquias do Ocidente deleitam-se com a propaganda enganosa da revolução, atribuindo-a aos amantes da liberdade na Ucrânia, ansiosos para pertencer ao melhor dos mundos, o mundo da União Europeia.

Em última análise, a longa campanha ocidental para desestabilizar a Ucrânia por meio do apoio às elites pró-ocidentais é violenta afronta aos legítimos interesses nacionais e étnicos da Rússia. Putin já traçou a sua linha vermelha e pode deslocá-la para abarcar a região leste da Ucrânia, o que aumentaria o perigo para todo o mundo. As oligarquias ocidentais não podem culpar os outros  por isso, porque a culpa é delas.

Fonte: The Occidental Observer. Autor: Kevin MacDonald. Título original: The Unstable Alliance of Nationalists and “Mainly Jewish Oligarchs” in the Ukraine. Data de publicação: 13 de março de 2014. Versão brasilesa: Chauke Stephan Filho.

Slavoj Zizek e o seu “Manual pervertido do antissemita”

“A teoria de [Kevin] MacDonald representa uma nova fase do longo processo de destruição da razão.”
(SLAVOJ ZIZEK)

“Zizek é, na melhor das hipóteses, um charlatão pernóstico.”
(THOMAS MOLLER-NIELSEN)

Este é um ensaio sobre o antissemitismo, mas como trata também de Slavoj Zizek, nós teremos de começar abordando a questão das relações extraconjugais. Bem no começo da minha carreira acadêmica, fui chamado para participar de um seminário interdisciplinar, no qual estudantes de pós-doutorado iriam falar rapidamente de suas pesquisas. O esperado era que eu, como alguém que havia recentemente concluído o pós-doutorado, fosse arguir os estudantes de forma dura, mas sempre no sentido de favorecê-los, para não prejudicar o saudável clima das relações pessoais harmoniosas no meu departamento. Deram para mim o programa das apresentações, e na mesma hora já me senti aborrecido com o besteirol feminista e o nhenhenhém semimarxista de contempladores do próprio umbigo, não havendo nada ali relacionado com os campos de pesquisa de meu interesse. Entretanto, eu estava ansioso para cumprir acertadamente minha tarefa e acabei me enquadrando no esquema por dever de ofício. Eu nunca vou me esquecer da primeira apresentação, porque foi muito surreal, o expositor era um afro-americano efeminado, ele recitou um poema intitulado “Pele negra”, falando sobre… bem, o leitor já entendeu o espírito da coisa. Mas o mais memorável evento do dia viria mais tarde, quando uma jovem apresentou trabalho sobre como a questão do gênero era tratada na mídia, ou alguma coisa assim. Eu não gostei da atitude dela, fiquei irritado e, na hora das perguntas, dei uma prensada nela. Uma figura veterana do departamento notou a minha reação e, depois de terminado o seminário, quis voltar à vaca fria. Era um historiador inglês de modos delicados, sobre quem havia muita fofoca. Ele me chamou à sala dele para uma discussão sobre política sexual e de gênero.

Eu me tornei politicamente consciente desde a minha adolescência. Estudei profundamente o marxismo desde quando eu tinha 17 anos e conhecia muito bem esse culto. Apesar disso tudo, eu não estava preparado para a aventura que me esperava na sala do inglês. As paredes eram decoradas com bandeirinhas vermelhas e quadros como que de santos com imagens de Lênin e Trotsky. Então eu pensei que ali se encontrava um comunista de carteirinha. Eu estava em presença de um devotado marxista, de alguém que, diante de mim, representava solitariamente o exemplo concreto da longa marcha para a conquista das instituições. Ele preparou o chá, e nós nos sentamos. Ele começou a discorrer, eu fiquei escutando. No preâmbulo de seu monólogo, meu anfitrião começou externando sua perspectiva pessoal, explicando que, mesmo nas coisas pertinentes ao seu mundo particular, ele se empenhava por viver de acordo com as suas “convicções socialistas”. Antes de se casar, ele disse, ele e sua noiva acordaram entre si que não prestariam os tradicionais juramentos, que não seriam possessivos, que nenhum deles prometeria ser exclusivamente do outro. Eles poderiam “esperar” exclusividade, mas não a poderiam exigir. Eles acreditavam em “liberdade”, ele disse, acrescentando que o progressismo social e a moderna política sexual e de gênero se resumiam a isso. Ele deu a entender que não havia nenhuma razão para ninguém rir disso ou se sentir incomodado com isso.

Mas havia, sim. Eu tinha ouvido um zunzunzum no câmpus de que a mulher desse advogado do “amor livre” estivera cumprindo curto prazo de docência na Noruega e que recentemente tinha decidido ficar por lá mesmo com um namorado norueguês com quem ela tinha tido um caso durante um tempinho. Na Noruega ela vivia com as duas crianças de seu marido “oficial” e fazia de tudo para não deixar que o  chifrudo bonacheirão inglês e amante de Lênin pudesse ver os filhos. A casa da família acabou sendo-lhe tirada pela “ex”, e meu colega marxista passou a morar numa pensão. Trágico? Bem possivelmente. Risível? Com certeza. Tudo isso veio à minha lembrança enquanto o corno manso leninista sentado diante de mim falava dos frios votos de seu casamento, a xícara de chá na mão, olhos marejados de… lágrimas? Efeito do vapor do chá, ele disse, enquanto enxugava-os, rapidamente desviando seu olhar para a janela. Eu fiquei na minha, só olhando para a cara dele. O tempo passava, e aos poucos ele foi se aquietando, até silenciar. Então, agradeci protocolarmente e empreendi fuga dali, respirando fundo quando saí do prédio. Nunca mais na minha vida pus os pés naquele escritório.

O que isso tudo tem a ver com o antissemitismo? Da perspectiva da grande vedete intelectual marxista Slavoj Zizek, tem tudo a ver, porquanto, como iremos mostrar, a infidelidade e o antissemitismo estão irrefutavelmente ligados. Eu digo “irrefutavelmente’ com muita segurança, porque os argumentos dele são irrefutáveis — e são irrefutáveis porque não obedecem à lógica.

Vamos lá! Primeiramente, quem é Slavoj Zizek? Ostensivamente, ele é um respeitado filósofo da Eslovênia e professor em Nova Iorque e Londres, que se ocupa de campos variados do saber, como ciência política, cultura, psicanálise,  crítica de cinema, marxismo, teologia e as filosofias de Hegel e Jacques Lacan. Ele mesmo é o tema mais batido do seu The International Journal of Žižek Studies e já foi considerado “o Elvis [Presley] da teoria cultural” e “o mais perigoso filósofo do Ocidente”. Zizek goza de grande popularidade entre não acadêmicos e jovens esquerdistas, devido principalmente à técnica de comunicação que lhe é peculiar, às referências que faz à cultura de massa em suas palestras, às suas “piadas obscenas” e aos títulos de suas conferências e documentários, sempre contendo a expressão “Guia dos perversos…”. Em abril de 2019, Zizek e Jordan Peterson lotaram o Centro Cultural da Sony em Toronto para debater o tema “Felicidade: capitalismo versus marxismo”, que alguns chamaram de “o debate do século”, embora muitos dissessem depois que fora decepcionante. O importante aqui é levar em conta a grande audiência de Zizek e o fato de geralmente ser tido como pensador sério. Isto significa que suas manifestações são influentes, razão por que interessa examinar o que Zizek tem a dizer dos judeus e do antissemitismo.

As ideias de Zizek sobre temas específicos podem ser difíceis de determinar, porque ele esparrama suas perspectivas por diferentes livros, numerosos artigos e muitas palestras e entrevistas. Fica claro, entretanto, ao se comparar o número de visualizações de suas postagens no YouTube com a frequência à ciberteca dele chamada The Philosophical Salon, a qual serve de vitrina para seus escritos tópicos, que ele se destaca mais como animador audiovisual do que como um escritor sério. O antissemitismo não é assunto sobre que Zizek tenha se debruçado aturada e interessadamente, ainda assim, curiosamente, ele está sempre dando palpites sobre essa questão em algumas de suas palestras dedicadas ao tema. A partir daqui estudaremos as teorias de Zizek sobre o antissemitismo.

I. A patologia da paranoia invejosa

Como legatário da psicanálise de Freud e Jacques Lacan, Zizek recorre fortemente a teorias psicanalíticas do antissemitismo em suas publicações escritas e audiovisuais. Neste ponto voltamos ao assunto das relações extraconjugais, porque num ensaio de fevereiro de 2016 sobre a crise da imigração, publicado no New Statesman, Zizek dizia o seguinte:

Jacques Lacan alegava que, mesmo se a denúncia de um marido ciumento que acusasse a mulher de dormir com outros homens fosse verdadeira, o ciúme dele seria patológico. Por quê? Porque a verdadeira questão não está em saber se o ciúme do marido tem fundamento na traição real da mulher, antes importa saber a razão pela qual o marido precisa de seu ciúme para manter a própria identidade. Analogamente, pode-se dizer que mesmo se as falsas acusações dos nazistas que incriminavam os judeus de explorar os alemães e seduzir suas mulheres fossem verdadeiras, seu antissemitismo ainda seria (e era) patológico, porquanto recalcava a verdadeira razão pela qual os nazistas precisavam do antissemitismo, qual seja, sustentar sua posição ideológica. E não é isso, exatamente, o que ocorre hoje em relação ao medo crescente dos refugiados e imigrantes? Estendendo o raciocínio a um caso extremo, podemos concluir que, mesmo se os nossos preconceitos em relação a eles fossem verdadeiros, mesmo se eles fossem fundamentalistas, terroristas, assaltantes, estupradores, ainda assim as advertências paranoicas de uma ameaça imigratória seriam patologia ideológica. Essa nossa atitude enquanto europeus fala mais de nós do que dos imigrantes.

Há muito nisso daí para ser periciado, mas uma rápida leitura já causa espanto, porque o texto é um desastre da lógica e porque muitos consideram o seu autor um sério e celebrado filósofo da cultura contemporânea. O primeiro problema é, evidentemente, a citação do ridículo Lacan como se fosse uma autoridade, como se o que ele diz valesse alguma coisa. Se um homem tem provas suficientes para acreditar que sua mulher esteja sendo infiel, então seria difícil taxar o marido de ciumento ou, mais ainda, de patológico, porque ele estaria apenas reagindo para defender seus interesses (sexual, reprodutivo, financeiro, emocional, até religioso e profissional — o que não teria nada de surpreendente para um evolucionista). Também não procede dizer que ele precise do ciúme a fim de manter sua identidade. Na verdade, o que iria acabar com a identidade dele seria a traição mesma, pois o aspecto emocional e todos os outros constituintes de sua vida de homem e de marido estariam solapados no contexto da infidelidade. Kevin MacDonald observou que o ativismo intelectual judeu, especialmente aquele comprometido com a psicanálise, costuma se valer de interesses pessoais para escolher argumentos, os quais são formulados em linguagem universal. Jacques Lacan não era judeu, mas suas teorias sobre o ciúme e a infidelidade, incluindo sua famosa afirmação de que “Não existe essa coisa de relacionamento sexual”, sempre foram de um subjetivismo interessado, não há dúvida quanto a isso. Catherine Millot, uma de suas pacientes, rememorava em autobiografia de 2017, Life with Lacan, que “ele tinha casos com pacientes e ex-mulheres de seus mais chegados amigos” e a muitos deles propunha sexo grupal.

Voltando a Zizek, então, aquela declaração dele pode ser resumida nos seguintes termos: mesmo se os protestos contra a influência judia na sociedade ocidental correspondessem a razões de fato, à semelhança das acusações daquele marido desconfiado da mulher, “tais protestos continuariam a ser patologia ideológica” dos europeus de que depende a manutenção da identidade europeia. Nesta altura alguém deveria solicitar a Zizek que definisse exatamente como qualquer acusação contra qualquer coisa poderia não ser manifestação de uma doença. Por exemplo, mesmo se a crítica de Marx ao capitalismo se provasse verdadeira, como é que as acusações contra a burguesia enquanto classe poderiam ser menos patológicas do que as acusações contra os judeus enquanto classe? Será que Zizek acha que os marxistas são patológicos por precisarem da paranoia antiburguesa para manter a própria identidade? Duvido. Ele deve pensar, então, que só as acusações formuladas pela direita são patológicas, mas se é assim, é assim por quê? Como alguém pode acusar terroristas, estupradores e ladrões sem perder o pleno gozo de suas faculdades mentais? Será que o acusador deve estar sendo decapitado, estuprado ou roubado? Não, nesses casos talvez a acusação ainda decorresse de alguma perturbação mental. Deve ser presumido que o acusador sentir-se-á tentado a manter a própria identidade por meio da paranoia persecutória, enquanto não tiver sido esquartejado.

Deixando de lado o sarcasmo, não seria esse o caso de considerar que na vida, geralmente, as incriminações partem do mundo real das perspectivas e dos interesses de indivíduos ou grupos e que a medicalização das denúncias de um partido seja simplesmente uma forma de combater os interesses desse partido e deslegitimar sua perspectiva?[1] Não estará Zizek, simplesmente, por razões desconhecidas (que, apesar disso, certamente não prejudicaram sua carreira), oferecendo uma explicação do antissemitismo totalmente sem lógica no intento de coonestar a “verdade sem importância” do comportamento judeu? Eu não acredito em que Zizek seja um filossemita, conforme entendo esse termo. Classificação mais apropriada dele colocá-lo-ia nas categorias de “sincero e ingênuo seguidor do credo marxista” e de “charlatão pedante”. Isso se evidencia nas muitas declarações dele sobre o antissemitismo, as quais não passam de cruas e irrefletidas regurgitações de Jean-Paul Sartre, que foi um firme defensor da tese da “verdade sem importância”.

II. As tais contradições que não existem.

Enquanto a primeira entre as maiores características das interpretações psicanalíticas de viés marxista do antissemitismo consiste na negação de qualquer justificada denúncia como causa legítima da origem do fenômeno, a segunda dessas características consiste na indicação de supostas contradições da perspectiva antissemita. Numa palestra que proferiu em 2009 na European Graduate School sobre o tema Anti-Semitism, Anti-Semite and Jew [O antissemitismo, o antissemita e os judeus], Zizek argumentou que o antissemitismo coloca o judeu numa “impossível alteridade” e continuou dizendo o seguinte:

Uma das ironias da história do antissemitismo é que os judeus podem representar, na mundivisão antissemítica, os dois polos de uma oposição. Eles são estigmatizados como a classe superior, os ricos, os açambarcadores que nos exploram mas, por outro lado, são vistos como a classe inferior, os pobres e sujos. Eles são percebidos como muito intelectualizados ou muito mundanos, predadores sexuais e por aí vai. São os preguiçosos mas, também, os viciados em trabalho.

Na minha resenha de 2015 sobre o livro de Theodore Isaac Rubin (1923-2019) intitulado Anti-Semitism: A Disease of the Mind [Antissemitismo: uma doença da mente], eu observei que Rubin, um psicanalista confesso, declarou que “o judeu” era quase que só um símbolo na mente do antissemita, e ainda que o antissemitismo contém uma lista quilométrica de contradições e “superlativos mutuamente excludentes”. A ideia de que o antissemitismo contém contradições lógicas é clichê das narrativas, histórias e apologética judias. Por exemplo, o historiador judeu Derek Penslar afirmou que “Os argumentos do antissemita são, pela própria natureza, ilógicos, imprecisos e indefensáveis.”[2] Jeffrey Herf prega que o antissemitismo é “eivado de contradições e altamente irracional.” [3] Esse tipo de resposta ao antissemitismo descende de poderosa linhagem. Kevin MacDonald já fez saber que boa parte do A personalidade autoritária, da Escola de Francforte, foi “uma tentativa de demonstrar a irracionalidade do antissemitismo pela indicação de que os antissemitas têm crenças contraditórias sobre os judeus. (…) A personalidade autoritária exagera a natureza autocontraditória das crenças antissemíticas para assim salientar a irracional, a subjetiva natureza do antissemitismo.”[4]

No trabalho de Rubin assim como no de Zizek, vemos acusações contra os judeus que são consistentes, se consideradas em seu contexto, ou que provavelmente nunca foram feitas por nenhum dos considerados antissemitas. Por exemplo, Rubin escreveu que todos os antissemitas atribuem aos judeus os seguintes predicados:

  1. estúpidos, brilhantes;
  2. todo-poderosos, fracos;
  3. cosmopolitas, provincianos;
  4. malandros, ingênuos;
  5. supersensíveis, insensíveis;
  6. negrofílicos, superpreconceituosos;
  7. os mais ricos, os mais pobres;
  8. artísticos, desartísticos;
  9. mamonistas, esnobes pedantes;
  10. exossociados, endossociados.

Mas as “contradições” oferecidas por Rubin e Zizek são simplificações extremas.  No seu Culture of Critique, Kevin MacDonald analisou os trabalhos de Levinson, Ackerman e Jahoda nos quais esses autores pretenderam denunciar o comportamento contraditório daqueles que têm os judeus na conta de tribalistas e evitadores despicientes, mesmo enquanto esperam que os judeus sofram segregação e restrições. Também pretenderam revelar outra atitude contraditória em relação aos judeus: a de que seriam tribalistas e socialmente invasivos.[5] De igual modo, Zizek oferece a formulação de que existe uma inerente contradição nas crenças antissemíticas do “particularismo” e do “cosmopolitismo” judeus. Mas, diz MacDonald:

A concordância entre os termos de cada um daqueles itens não é autocontraditória. Tais atitudes são provavelmente componente comum dos processos reativos discutidos em  Separation and Its Discontents. Os judeus são vistos por estes antissemitas como membros de um grupo fortemente coesivo, que tenta penetrar os círculos de poder e alta posição da sociedade inclusiva, talvez até mesmo solapando a coesão desses círculos, ao passo que conservam seu próprio separatismo e espírito tribal. A crença em que os judeus devam sofrer restrição é completamente consistente com essa atitude. Além disso, estereótipos contraditórios sobre os judeus, representando-os como capitalistas e comunistas podem ser aplicados pelos antissemitas a diferentes grupos de judeus.[6]

De igual modo, as “contradições” de Rubin podem ser resolvidas bem rapidamente, tão logo seja evitada toda simplificação excessiva. Nunca ou só raramente os judeus são retratados simplesmente como “negrófilos”, mas são frequentemente vistos como estando de maranha com os pretos em lugares como o Sul dos Estados Unidos e a África do Sul, juntos, neste último país, para derrubar o Apartaide.    Até onde sei, esse comportamento nunca foi pensado como decorrente do altruísmo amoroso dos judeus para com os pretos. Antes, essa é uma união incrivelmente desigual, cujo fim último é servir aos judeus interessados em solapar a estrutura do poder branco nos Estados Unidos. A NAACP [National Association for the Advancement of Colored People], por exemplo, apesar de declaradamente constituir organização antissegregacionista, esteve fundamentalmente dividida  entre os judeus, que a dirigiam, e os seus badamecos pretos. Como Hasia Diner registra no seu In the Almost Promised Land: American Jews and Blacks, 1915–1935, muitos na direção judaica da NAACP “trabalhavam mais intensamente com outros judeus.”[7]

O enquadramento dos judeus como “os piores fanáticos” corresponde a esse caráter oportunístico e tutelar de sua relação com os negros e também à tradição da propriedade escravista entre populações judias, como ainda às referências talmúdicas extremamente negativas aos africanos. Por exemplo, em The Image of the Black in Jewish Culture, Abraham Melamed explica que os romanos tinham uma “teoria climática” da raça, na qual “atribuíam a inferior condição psicossocial dos negros ao sul e dos brancos ao norte à geografia e ao clima inóspitos de suas regiões”, mas também acreditavam na “possibilidade de mudança e melhoramento”. Em contrapartida, o magistério rabínico era muito mais determinista, doutrinando que os negros estariam “eternamente sujeitos à escravidão”.[8]

As outras “contradições” apontadas por Rubin e Zizek são igualmente frágeis. Por exemplo, a história mostra que a propaganda antijudaica representando o judeu como estúpido é extremamente rara. Ao invés disso, é generalizada a noção da extrema competência do judeu na luta pela vida, é notória a propensão dele para alcançar posições dominantes na economia, na cultura, na política. Existe, por outro lado, a subnoção de que a “genialidade do judeu” é exagerada e resultaria, na verdade, de suas redes étnicas de ajuda mútua, mas há pouca dúvida de que as tentativas de confrontar a influência judaica decorreram da necessidade de lidar com a ameaça real da inteligência judia e a consequente capacidade estratégica e organizativa do judeu. O judeu não tem nada de burro em nenhum lugar. Tampouco foi ele considerado extraordinariamente “artístico” em qualquer momento da literatura antissemítica. Na realidade, outra noção consensual do pensamento contra o judeu é que lhe falte genuíno talento artístico, e no passado isso foi ligado ao fato de lhes ter sido proibida a arte da escultura. A obra de Wagner Das Judenthum in der Musik pode ser vista como clássica a esse respeito.

Contrariamente ao que diz Zizek, os judeus nunca foram realmente retratados como pobres ou pertencentes à “classe inferior” da sociedade, tirante o breve período no começo do século XX, quando as primeiras massas de imigrantes judeus chegaram à Europa Ocidental e aos Estados Unidos, egressas do antigo Império Russo. Mas essa circunstância foi muito específica em termos de tempo e espaço, e mesmo então os contemporâneos observavam com frequência quão notável era a ascensão econômica dos imigrantes judeus. Outrossim, Zizek estabelece a oposição entre ser intelectual e ser um predador sexual, o que aparentemente desafia qualquer consistência lógica. Estaria Zizek sugerindo que intelectuais sentem menos desejo sexual? Nesse caso, então, como ele explica as vidas de alguns de seus heróis intelectuais, como Sartre e Lacan, que foram grandes predadores sexuais? Sartre vivia sob a obsessão da defecação e dos excrementos, como Freud, aliás, e Lacan deleitava-se de peidar e arrotar em público. Uma pergunta ainda mais importante: será que Zizek vê alguma contradição ou falta de lógica no fato comprovado da super-representação dos judeus tanto na academia quanto na indústria pornográfica? Outra: poderia Zizek apontar qualquer pensador antissemita que tenha atribuído ao judeu a dupla condição de “preguiçoso e labormaníaco”? Nesta altura cabe tomar de empréstimo as palavras da brilhante autodescrição do escritor Cormac McCarthy, ao dizer que o judeu “trabalha muito para não fazer nada”, ou seja, que os judeus se concentraram em negócios de não trabalho, especialmente aqueles relacionados com a circulação de dinheiro, nos quais eles se destacam como grandes inovadores, e outros setores econômicos que só podem ser chamados de parasitários.

Essas posições antijudaicas são todas muito consistentes. Entretanto, os acadêmicos judeus e seus aliados marxistas fogem conscientemente dessa realidade ou dela se protegem na inconsciência da autoilusão, persistindo na tese de que o antijudaísmo é, de alguma forma, inerentemente contraditório. Para Zizek, como para Rubin e inúmeros judeus, as “contradições” são reais e resultam da psique fraturada e dos desejos frustrados do “antissemita”. Rubin já opinou que “Os conflitos interiores têm grande poder e são vistos à luz do ódio de si mesmo ou à luz da simples idealização, do que resulta geralmente a polarização. Esta polarização faz com que seja necessário projetar características para englobar os extremos conflitantes.” Na realidade, esses pseudoacadêmicos estão carregando contra moinhos de vento — o alvo que eles imaginam atingir não existe.

III. O judeu como fetiche do fascismo antissemita

Num lance especialmente irônico, os marxistas também apresentam suas próprias contradições do antissemitismo e dos supostos aspectos psicossociais do antissemita. Além de dizerem que o antissemitismo é proposição ideológica contraditória, irracional e patológica, os marxistas também argumentam que há nele certa lógica, embora equivocada ou mal orientada. Este segundo argumento vem da teoria marxista de que o antissemitismo é manipulação pela qual a classe dominante oferece “o judeu” como distração ou “fetiche” para os trabalhadores explorados de modo que a exploração capitalista possa continuar. Zizek é um forte defensor dessa teoria.

Em sua conferência de 2009 na European Graduate School, intitulada O antissemitismo, o antissemita e o judeu, Zizek sugeriu que o antissemitismo começou quando

Predicados atribuídos aos judeus disseminaram-se por toda a sociedade. O comércio tornava-se hegemônico […]. Tudo isso não começou na Roma antiga, mas sim na Europa dos séculos XI e XII, que transitava do marasmo da chamada Idade das Trevas para a fase do rápido crescimento das trocas mercantis e da importância do dinheiro. Nesse preciso momento, o judeu emergiu como o inimigo, o intruso parasitário que perturbava o edifício da harmonia social.

Situar as origens do antissemitismo na cristandade medieval e não na Antiguidade é uma marca notória da apologética judia, uma tática para culpar os cristãos em ascensão pelo antissemitismo. A tendência alcançou seu apogeu no trabalho do historiador não judeu Gavin Langmuir (1924–2005), agora lembrado e celebrado pelos judeus e “psicanaliticoides” como uma “autoridade mundial em antissemitismo.” A explicação de Langmuir para o antissemitismo influenciou várias tendências que transformaram os estudos históricos das atitudes antijudaístas durante os anos sessentas e setentas. Estas décadas assistiram a certo abandono dos estudos focados nos indivíduos “preconceituosos” — trabalhos que predominaram nos anos quarentas e cinquentas, a exemplo da obra paradigmática A personalidade autoritária — e assistiram, paralelamente, à emergência de estudos nos quais culturas e épocas inteiras eram consideradas “doentes”. Nos estudos daquelas duas primeiras décadas já estavam fortemente implicadas condenações da cultura ocidental, com certeza, mas foi com trabalhos como Has Anti-Semitism Roots in Christianity? (1961), de Jules Isaac, e Anti-Semitism and the Christian Mind (1969), de Alan Davies, que as sentenças condenatórias ficaram mais explícitas. Langmuir aproveitou-se disso para pranchar a crista dessa onda.

Conforme esse novo paradigma das explicações psicológicas do “preconceito”, passou-se a considerar que grupos, sociedades e culturas, em sua totalidade (mas apenas grupos, sociedades e culturas do Ocidente, é claro), podiam sofrer processos psicológicos coletivos como a projeção e o narcisismo. A psicanálise teve decisiva influência no desenvolvimento dessa pseudo-historiografia. Na verdade, muitos desses trabalhos não foram escritos por historiadores ou cientistas sociais, mas sim por psicanalistas como Avner Falk. O trabalho de Langmuir seguiu o exemplo do que os judeus publicavam, negando que na Idade Média as populações judaicas tenham sido responsáveis pelas reações negativas da parte dos cristãos, como também imputando às sociedades cristãs do Ocidente  a profunda disfunção psicológica com sintomas de fantasia, repressão e sadismo.

Apesar de pouco saber de como evoluiu toda a legislação medieval, Langmuir houve por bem entregar-se rapidamente a pronunciamentos grandiloquentes sobre a natureza e as origens do sentimento antijudaico na Europa ao longo dos séculos.  Seus trabalhos, faltos de maiores leituras, o que miserandas evidências revelavam frequentemente, retratavam o antissemitismo como “basicamente um fenômeno ocidental”.[9] Arrogante, ele reclamava para si a glória de haver conseguido “definir o cristianismo e categorizar suas manifestações, inclusive o catolicismo, de forma objetiva”.[10] Descarado, ele confessou em seus livros que “não iria discutir as atitudes dos pagãos para com os judeus na Antiguidade”.[11] Censurador, ele dizia que as tentativas de formular explicações das relações intergrupais de judeus com não judeus em termos de racionalidade, interesse e conflito eram “esforços equivocados e pseudocientíficos de teoristas raciais”, e até mesmo que o tratamento do antissemitismo que levasse em conta as explicações dadas pelo senso comum seria “desastroso”.[12] Em vez disso, o antissemitismo consistiria, “tanto por sua origem quanto por suas recentes e mais horríveis manifestações … na hostilidade irracional do pensamento sobre os judeus”.[13] Langmuir parece ter situado sua discussão sobre as origens do antissemitismo no período medievo sobretudo pelo que ele mesmo disse: “Meus conhecimentos da história do Ocidente são respeitáveis, mas apenas a partir da queda do Império Romano, e eu me sinto mais à vontade ao tratar da Idade Média.”[14] Apesar do pretenso recorte temporal, as recentes teorias de Langmuir são generalizantes, e seu trabalho, tal quais os de uma série de teóricos judeus da psicologia social, como Norman Cohn e Joshua Trachtenberg, sofre ataque de considerável intensidade de Hannah Johnson, medievalista inglesa formada em Princeton, especialmente por seu Blood libel: the ritual murder accusation at the limit of jewish history (2012).

A única coisa que Zizek fez com a sua própria teoria é o quase plágio das teorias psicossociais já existentes, como aquelas de Langmuir, simplesmente substituindo o cristianismo pelo capital e deixando intacto tudo o mais no modelo interpretativo. A teoria de Zizek parte da mesma base, tem o mesmo viés da medicalização (patologização), as mesmas simplificações extremas e a mesma atenuação ou negação do antagonismo no comportamento judeu.

Quem quiser acreditar que alguma coisa nova teve lugar nas relações entre judeus e europeus no século XI deverá atribuí-la ao aumento e à expansão radicais da população judaica nesse período, não ao aumento do capital.[15] Em outras palavras, “os judeus emergiram como inimigos” na Europa Ocidental simplesmente porque “os judeus emergiram” na Europa Ocidental, e a animosidade terá sido produto do comportamento associado ao judeu emergente.

O aspecto problemático da datação que Zizek estabelece, entretanto, reside em que o antissemitismo na Europa Ocidental, se é que tenha algo de singular, originou-se no século X, com a formação de relacionamentos entre os judeus e a elite, sob os carolíngios, e com a estratégia antijudaica de Agobard, o arcebispo espanhol de Lião. O interessante é que Zizek não especifica nenhum evento ou personalidade que possa ter começado “tudo isso”. Tampouco ele explica se tais eventos como, por exemplo, rebeliões antijudaicas, seguiram-se a supostas crises capitalistas e suas consequências: carência, fome, guerra. A esse respeito, deve ser notado que o período carolíngio não tem sido descrito pelos historiadores como de expansão capitalista, mas sim de “completo retrocesso econômico e social”.[16] Então, o antissemitismo acompanha a progressão ou a regressão econômica? O antissemitismo dimana da prosperidade e da competição pelo excedente econômico ou advém do declínio econômico e da fome? Se o antissemitismo for expressão das frustrações dos trabalhadores explorados sob o capitalismo, então por que ele reponta em momentos tão diferentes como a libertação dos servos e a decadente República de Weimar dos clangorosos anos vintes? Zizek não tem nenhuma resposta a dar porque ele não se coloca essas questões.

Na sua palestra da European Graduate School, Zizek observou que “O grande mistério do antissemitismo está na explicação da sua persistência. Por que ele persiste apesar de todas as mudanças históricas?”. Zizek omite a informação de que o antissemitismo também persistiu em todos os contextos econômicos, incluindo o comunismo, o que torna qualquer interpretação marxista do fenômeno completamente descabida. Não obstante, Zizek apresenta a seguinte elucubração:

[O antissemitismo] implica a falsa identificação do antagonismo de um inimigo. Como todos sabemos, a luta de classes ou qualquer outra luta social é deslocada para que se lhe substitua a animosidade contra os judeus, de sorte que a raiva do povo que geme sob a exploração seja desviada das relações capitalistas para o conspiracionismo judeu. […] quando o antissemita diz que “Os judeus são a causa da nossa miséria”, ele realmente refere que o Grande Capital é a causa da nossa miséria. Os trabalhadores têm o direito de se rebelarem contra a exploração, mas eles dirigem sua raiva contra o alvo errado. […] o judeu é o fetiche do fascista antissemita. […] o antissemitismo é só uma manipulação por parte da classe dominante, que assim fica livre para explorar [os trabalhadores].

Essa tese é profundamente problemática, devido principalmente aos pressupostos do argumento. Entre as mais salientes dessas suposições está a de que a grande maioria dos antissemitas (aqueles que reclamam do comportamento ou da influência dos judeus) seja cegamente acrítica relativamente ao grande capital e a de que o grande capital e o estabilismo da classe dominante não sejam significativamente judaicos. Sem a aceitação dessas hipóteses não poderiam apresentar o antissemitismo como grosseira e contraprodutiva manipulação. A par dessas questionáveis conjecturas, deve-se também considerar que Zizek escamoteia a questão das relações especiais que os judeus, indubitavelmente, sempre entretiveram com o capitalismo, particularmente com o capitalismo parasitário, não orgânico (por exemplo, a agiotagem extorsiva enquanto contrária ao princípio básico da propriedade privada). Esses problemas serão considerados individualmente a seguir.

IV. As críticas antissemíticas do capitalismo

A assertiva de que os antissemitas seriam cegamente acríticos em relação ao grande capital ou, por isso mesmo, em relação aos excessos de qualquer sistema financeiro vai bem contra o registro histórico. Antes de Marx e Engels, havia instâncias de verdade, autênticas, de forte sentido étnico ou nacional inspiradas no “socialismo”, nas quais as reclamações contra a atividade judaica eram comuns. Um excelente exemplo é William Cobbett (1763–1835), trabalhador rural, jardineiro, comerciário, soldado, jornalista e político inglês. Cobbett opôs-se às leis dos cereais Corn Laws, uma legislação imposta entre 1815 e 1846 contra a importação de grãos mais baratos, a qual manteve artificialmente elevado o preço dos alimentos no mercado interno. Cobbett culpou a aristocracia britânica, cada vez mais presumida e tacanha, e sua mentalidade mercantilista — formada na rolagem de dívida — pela queda na qualidade de vida da classe operária inglesa e pela Grande Fome na Irlanda. O seu jornal Political Register é frequentemente considerado o pioneiro do jornalismo popular radical e foi o jornal mais lido pelos trabalhadores. Sua ferrenha oposição à aristocracia britânica levou o governo a considerar sua prisão por sedição em 1817 — quando rumores nesse sentido forçaram Cobbett a se refugiar nos Estados Unidos, onde ficou até que a poeira baixasse dois anos depois. Quando ele voltou, bateu-se pela Reform Act, de 1832, que ampliou direitos eleitorais e abriu caminho para a expansão da democracia nas Ilhas Britânicas.

Cobbett foi também um oponente resoluto dos judeus. Ele foi um dos grandes campeões da emancipação política católica e, ao mesmo tempo, inimigo feroz e incansável da emancipação política judaica. Ele acusava o afastamento do judeu em relação às massas, rejeitando a ideia de que os judeus deveriam ter voz no governo, a menos que se lhe apontassem “um judeu que alguma vez na vida tivesse segurado o cabo de uma picareta, que tivesse feito seu próprio casaco ou seu sapato, que tivesse feito alguma coisa, enfim, que não fosse arrancar todo o dinheiro que podia do bolso do povo”.[17] “Os judeus”, dizia Cobbett, “não merecem nenhuma imunidade, nenhum privilégio, nenhuma propriedade de casa, terra ou água, nenhum direito civil ou político. (…) Eles devem ser considerados alienígenas em todo lugar, devem estar sempre ao dispor absoluto do poder soberano do Estado, tão completamente como se fossem substância inanimada”. Ele enaltecia, frequentemente, a expulsão dos judeus da Inglaterra sob Eduardo I. O ativista acadêmico judeu Anthony Julius cita Cobbett como tendo dito que “Os judeus estragaram a França e destruíram a Polônia” e que os judeus “Vivem chafurdando na lama podre da usura (…), são extorsionários por força do hábito e de um quase instinto”. Julius lamenta que “O antissemitismo de Cobbett tenha exercido certa influência difusa sobre os radicais no começo do século XIX, pelo menos quanto ao vocabulário. (…) Cobbett gozou de imensa popularidade no seu tempo e deixou sólida reputação póstuma”. Em 1830, Cobbett publicou Good Friday: or the Murder of Jesus Christ by the Jews [Sexta-feira Santa: ou o assassinato de Jesus Cristo pelos judeus], e aí escreveu o seguinte:

[Os judeus estão] do lado da extorsão em todo lugar, colaborando com a tirania na exploração fiscal; e, em todo lugar, são ferozes inimigos dos direitos e das liberdades populares. (…) A pletora da dívida e da miséria é o elemento em que prosperam, como aves de rapina e bestas carniceiras, os judeus engordam em tempos de pestilência. (…)Essa raça figura sempre como ferramenta nas mãos de tiranos para espoliar o povo; eles são os fazendeiros dos impostos cruéis; eles dão apoio ao despotismo, que de outra forma não se manteria.

Em Paper Against Gold [O papel contra o ouro] (1812), Cobbett expôs sua visão de que os conceitos de papel-moeda e dívida nacional eram essencialmente uma “fraude” dos judeus com a “conivência” de uma aristocracia gananciosa e incapaz. A princípio lealista, Cobbett depois passou a considerar que, embora o conceito de aristocracia não fosse de todo ruim ou ilegítimo, a aristocracia britânica houvera traído e parasitado o povo de que devia ser dirigente. O fato de a aristocracia haver aderido ao pensamento judeu, por laços de sangue e interesses financeiros, havia sido sugerido mais fortemente no Political Register, de 6 de dezembro de 1817:

Agora que eles cometem a insolência de se referirem a nós como “as ordens baixas”, devemos estar preparados, dispor de conhecimentos aplicáveis, deixemos que esses diabos pernósticos se casem uns com os outros, até que, como os judeus, eles tenham todos uma e mesma face, um e mesmo par de olhos, um e mesmo nariz. Se puderem impedir que seja melhorado o próprio sangue com a contribuição de seus mordomos, e que assim sejam fortalecidos os membros de sua fragilizada raça, deixemos que façam isso; e vamos nos preparar para quando chegar o dia da derrubada deles. Eles nos desafiaram para o combate. Eles declararam guerra contra nós.

As visões de Cobbett marcam-se pela oposição feroz ao capital financeiro e à classe dominante, como também aquelas de “infames antissemitas” tais como   Wilhelm Marr, Adolf Stoecker, Georg Ritter von Schonerer, Pierre-Joseph Proudhon e Alphonse Toussenel, que combinaram uma crítica radical do grande capital com a contestação do papel específico dos judeus nas finanças, na cultura, na política e na sociedade. De fato, muitas dessas figuras locucionaram as razões pelas quais uma crítica separada e distinta do “Semitismo” fazia-se necessária. A principal característica do socialismo do século XIX consistiu no seu forte antissemitismo, o qual rejeitou alegações judeo-marxistas que se diziam parte “do povo”, e muitos socialistas antijudeus retrataram tais alegações como estratégias oportunistas e ocultas dos judeus para reassegurar seu poder sob a nova forma de governo. Uma das mais memoráveis manifestações daquele tempo a esse respeito foi a observação do socialista francês Pierre-Joseph Proudhon de que Karl Marx nada tinha de legítimo, sendo antes “a tênia do socialismo”. Proudhon (1809–1865), por muitos considerado o pai do anarquismo, via os “aliados” judeus aparentemente socialistas, a exemplo de Heinrich Heine, “apenas como espiões disfarçados” cuja agenda secreta deveria garantir a continuação dos antigos privilégios e validismos judeus sob a camuflagem de suposta justiça social. À luz da trajetória histórica da crítica antijudaica e da biografia dos seus maiores proponentes, a afirmação de Zizek de que o antissemitismo seria só “fetiche” para desviar o olhar crítico focado no capitalismo não tem nenhuma sustentação.

V. Os judeus, o grande capital e a classe dominante

Outrossim, a sugestão de que o grande capital e o estabilismo da classe dominante não são e não têm sido significativamente judeus ao longo da história      não tem sustentação. Zizek simplifica e faz caricatura da Idade Média como tempo em que “O judeu emergiu como o inimigo, um intruso parasitário que perturba o harmonioso edifício social”. Obviamente, Zizek emprega a expressão “harmonioso edifício social” com cepticismo e desdém, vendo a ordem existente antes da chegada dos judeus como minada por exploração, tensões e contradições.  Segundo o enquadramento teórico de Zizek, os judeus podem ser a força capitalista caótica que penetrou a Europa, mas esta já era uma Europa sob a ação de forças capitalistas caóticas, e por isso seria irracional culpar os judeus por qualquer coisa que tenha acompanhado sua emergência e expansão na Europa. Nesta altura, o que deve ficar claro é a distinção entre isso que pode ser chamado de o desenvolvimento orgânico das finanças na Europa[18] e os exorbitantes e, com frequência, extremamente negativos desenvolvimentos suscitados pela chegada dos judeus e as subsequentes relações especiais que estabeleceram com as elites europeias e com o capitalismo em si mesmo.

O desenvolvimento orgânico das finanças e das divisões de classe na Europa está demonstrado na evolução do feudalismo como resultado da adoção da cavalaria pesada pelos francos no século VIII, enquanto outros aspectos não militares do feudalismo continental surgiram como repercussões sociais inevitáveis dessa mudança na organização militar.[19] Como os cavaleiros precisassem de dinheiro, cavalos e seus tratadores, pajens, escudeiros e demais servidores, como ainda de liberdade em relação a todas as outras ocupações não militares, lavrar a terra, por exemplo, a cavalaria tornou-se emprego da classe superior. A crescente sofisticação tecnológica da guerra montada encareceu-a cada vez mais, estabelecendo aguda distinção entre os cavaleiros e os campícolas comuns. Daí que os camponeses livres tenham ficado menos valiosos como soldados, decaindo para a simples servidão. Foi então, em certo sentido, inevitável que a nova classe dos cavaleiros se convertesse na aristocracia agrária e seus membros assumissem funções jurisdicionais de nível mais baixo sobre os servos da gleba. Em tal contexto, de certa forma, realmente existia “harmonioso edifício social”, na medida em que vigia lógica clara, a qual deu competitividade às comunidades e a seus territórios numa situação de rápidas mudanças militares e geopolíticas. A classe dominante obrigava-se ao paternalismo ante os servos, sendo rara a exploração desmedida, porquanto perigosa e contraprodutiva, já que poderia provocar levantamento massivo, com quebra da coesão social e perda de seu valor militar. Logo, o edifício social era mesmo “harmonioso”, por sua coordenação e equilíbrio e, de forma geral, foi benéfico para a comunidade nacional orgânica.

A chegada dos judeus à Europa, sem dúvida, desequilibrou essas relações de classe e aquelas entre a classe dominante e as ordens baixas. Encontramos evidência desse desequilíbrio na Europa medieval nos documentos e objetos remanescentes, como ainda nas situações modernas análogas, tais como a Grande Revolta Camponesa da Romênia de 1907, na qual a ingerência judia na ordem quase feudal da sociedade existente levou a exploração a tal extremo que provocou generalizada revolta ante o colapso societal que se produziu. A chegada dos judeus à Europa Ocidental como poder financial e geopolítico remonta à ascensão deles sob os carolíngios no século IX ou, possivelmente, a tempo ainda anterior, em Narbona, onde os judeus destacavam-se como classe detentora de extraordinária riqueza. Em tal circunstância, foram engendradas as relações formais e simbióticas dos judeus com as elites europeias autistas que abriram gravíssima fissura nas relações de classe europeias. Os financistas judeus adentraram o harmonioso edifício social na condição de forâneos protegidos e privilegiados cujo único propósito era o de distorcer e acelerar a transferência de recursos entre as classes europeias, quando então a divisão interna das classes perdeu o sentido da eficiência comunal para corresponder a interesses de ganhos particulares. Nesse sistema, o paternalismo deu lugar a situações como a autorização do comércio judeu de escravos cristãos (a principal razão das sublevações de Agobard de Lião) ou a disseminada, extorsiva tributação do campo.

Um dos maiores mitos modernos, uma mistificação produzida pelo gênio revisionista judeu, é aquela história de que os judeus teriam sido forçados a tais práticas em razão de leis restritivas da propriedade agrária e certos outros contextos locais. Isso aí é o pior do relativismo historicista, mas felizmente toda essa deturpação e falsidade explícitas vêm sendo erodidas lentamente pelos estudos acadêmicos atuais. Considere-se, por exemplo, a mais recente edição do The Oxford Handbook of the Economics of Religion, que refere o “notável” fato de que os judeus

foram autorizados a adquirir terras, seja em Narbona (899), seja em Gerunda (922), seja em Tréveris (919), seja na Vormácia (1090), seja em Barcelona (1053), seja em Toledo (1222), seja na Inglaterra da Alta Idade Média, se o quisessem. Os judeus não só tinham permissão para ter terras, eles tinham terras de grande extensão (especialmente na Itália, no Sul da Espanha, no Sul e no Leste da França e na Alemanha); possuíam campos, jardins e vinhedos; tinham, transferiam e hipotecavam propriedades agrícolas. Mas preferiam contratar arrendatários, meeiros e assalariados agrícolas para trabalhar nas suas terras. Para si mesmos, eles escolheram misteres mais qualificados e rentáveis, sobretudo a agiotagem. [20]

Basicamente, então, vemos o rápido e deliberado ingresso dos judeus na sociedade europeia a título de cavaleiro, ou graduação ainda mais alta, mas sem  nada da lógica ou dos benefícios da posição de cavaleiro para o edifício social orgânico. Nessa nova ordem social, a presença do judeu não se explicava senão pelo interesse no enriquecimento pessoal de certas elites e no enriquecimento comunal dos próprios judeus. Isso pode ser considerado como a primeira perversão do capitalismo e a primeira verdadeira exploração (desmedido ou injusto emprego de trabalhadores por nenhuma razão senão a tacanhice) da classe mesteiral dentro desse sistema.

Mais uma vez, opondo-nos ao relativismo historicista, podemos demonstrar o padrão corrompedor que apresenta o comportamento judeu no capitalismo pela observação de condições análogas na modernidade. Por exemplo, o sistema da  arenda, do final do século XIX e começo do século XX na Europa Oriental (especialmente na Polônia, Ucrânia e Romênia), era bastante semelhante ao sistema feudal na Europa Ocidental mediévica.

O sistema da arenda podia ser considerado amplamente harmonioso até a chegada massiva dos judeus arendasi [arrendadores] durante os séculos XVI e XVII, quando esses judeus foram se impondo como cobradores de impostos, agentes imobiliários, despachantes alfandegários e agiotas. O monopólio judaico nessas atividades levou à rápida mercantilização da terra e à expansão do grande capital, processos pelos quais os judeus esperavam beneficiar exclusivamente a própria comunidade. Como a existência das comunidades judias em sua totalidade dependesse do capitalismo parasitário, os judeus disputavam com unhas e dentes o monopólio de setores mais importantes. Por example, o Va’ad Medinat Lita (Conselho Judaico da Lituânia) por duas vezes aprovou resolução defendendo a permanência da concessão dos serviços de alfândega e arrecadação para os judeus, afirmando que “Nós já percebemos claramente o grande perigo que surge quando a administração da alfândega e a cobrança de taxas ficam nas mãos dos gentios; porque a alfândega em mãos judias é o pivô em torno do qual tudo (no comércio) gira, por isso os judeus devem estar no controle”.

O mais notável nisso aí é que a alta posição dos judeus na hierarquia social não se fez acompanhar de nenhum tipo de paternalismo. Em verdade, ao longo da história, os judeus notabilizaram-se por comportamentos de hostilidade e parasitismo quase inacreditáveis para com os europeus não pertencentes à elite.  Philip Eidelberg, historiador da Grande Revolta Camponesa da Romênia de 1907, descreve como os judeus arendasi “exploravam as propriedades muito mais ferinamente do que os arendasi nativos da Romênia”. Ele explica ainda que os judeus não estavam interessados no desenvolvimento das propriedades ou na satisfação dos trabalhadores em longo prazo, antes buscavam, com frequência, encarecer ao máximo as locações, a ponto de quase inviabilizar as quintas, “mesmo sob o risco de eventualmente esgotar a terra e estragar os equipamentos”.[21] Na Romênia, os judeus desfrutavam dos monopólios, e Eidelberg demonstrou que os banqueiros judeus recusavam-se a emprestar dinheiro para qualquer goim (não judeu) interessado em se estabelecer como prestamista no mercado financial.[22] Destarte, os judeus reservavam a ganhuça apenas para si mesmos, sempre estreitando o garrote vil no campesinato europeu. Eidelberg escreve que “O resultado da extorsão financeira judaica foi que o camponês era sempre o perdedor. Na verdade, essa competição restrita entre duas das maiores famílias de judeus arendasi — os Fischers e os Justers — acabaria por favorecer que a revolta rebentasse em 1907”.[23]

Os judeus, é claro, continuam a desempenhar papéis destacados no que há de pior e mais parasitário no capitalismo. Os judeus também seguem adquirindo terra com intenção parasitária, exemplo mais interessante disso sendo as atividades argentinas do oligarca judeu-britânico Joe Lewis, sonegador fiscal e especulador financeiro que abiscoitou bilhões com George Soros quando ambos jogaram com a baixa da libra esterlina em 1992. Como explica um analista, “A aposta de Soros e Lewis contra a libra foi o que realmente levou essa moeda ao desastre, depois de Soros haver ordenado aos jogadores de seu fundo para “sangrar a jugular”, agressivamente operando contra a libra, e disso decorreu a forte desvalorização da moeda. Apesar de Soros ter ficado conhecido como “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra”, em razão da ganhança bilionária naquela fatídica manobra, Lewis ganhou ainda mais dinheiro do que Soros”. Enquanto esses judeus acumulavam bilhões, os britânicos amargavam a recessão econômica que rapidamente se instaurou. Lewis nem estava aí para isso. Ele repetiu a operação no México, causando a crise mexicana do peso, que “disparou a pobreza, o desemprego e a desigualdade no México, deixando seu governo refém do Fundo Monetário Internacional (FMI), pelo empréstimo conseguido sob os auspícios do então presidente Bill Clinton.”

Nababescamente enriquecidos no jogo parasitário da especulação financeira, oligarcas judeus como Soros e Lewis, ao lado de seus patrícios e grandes capitalistas Eduardo Elsztain e Marcelo Mindlin, começaram a comprar grandes fazendas na Argentina, principalmente na Patagônia, onde assumiram os bancos locais, as águas, o óleo, o gás e a maior empresa de energia elétrica da região. Depois de comprar dezenas de milhares de hectares, Lewis manifestou o desejo de fundar “o seu próprio Estado na Patagônia”. Alguns moradores locais quiseram vender suas terras. Mas um dos moradores, Irineo Montero, não quis. Ele, sua mulher María Ortiz e o empregado José Matamala foram encontrados mortos sob circunstâncias misteriosas. Lewis então conseguiu completar a consolidação das terras, pavimentando o caminho para a formação de um enclave sionista, o qual explora a população da região de forma tal que massivos protestos (“Marcha pela Soberania”) são organizados contra essa nova classe dominante judaica, dos quais participa 80% da população local. Segundo o jornalista francês Thierry Meyssan, ex-agente da inteligência francesa, Lewis é muito mais obsequioso para com os seus pares judeus e tem convidado milhares de soldados de Israel ao seu território a cada ano. No final de 2017, o ex-agente Thierry Meyssan declarou: “Desde a Guerra das Malvinas, o exército de Israel vem organizando ‘colônias de férias’ na Patagônia para os seus soldados. De 8 mil a 10 mil militares judeus gozam duas semanas de férias todo ano nas terras de Joe Lewis”.

O que se mostra patente aqui é um exemplo muito moderno do milenar padrão comportamental judeu de promover operações de larga escala para extrair as riquezas de uma nação e explorar o seu povo. Devemos fazer a Slavoj Zizek a seguinte pergunta, com toda a franqueza: o grande capital e todo o estabilismo da classe dominante não foram e não continuam sendo judaicos em grande parte?

VI. Kevin MacDonald segundo Zizek

Uma possível explicação para a ignorância de Zizek sobre o antissemitismo, tirante a cegueira de seu fanatismo ideológico, é a extrema falta de leituras sérias sobre o assunto, valendo a mesma explicação para o finado Jean-Paul Sartre e intelectuais marxistas de forma geral. Em relação a essa questão, é interessante dar uma olhada no tratamento que Zizek dispensa ao trabalho de Kevin MacDonald. Em 2014, Zizek publicou um texto em que faz menções a Kevin MacDonald, considerando-o “proponente de novo barbarismo” e, antes disso, indelicadamente, comentando Cultura da crítica, disse que “o mais importante é saber que esse novo barbarismo consiste num fenômeno estritamente pós-moderno, trata-se do avesso do que seria uma atitude altamente reflexiva e autoirônica — ainda que, lendo autores como MacDonald, o leitor fique sem saber se o que lê é sátira ou alguma ‘séria’ argumentação”. Em outras palavras, Zizek não tem nenhum argumento substantivo. Entretanto, como depois reportaram revistas tais quais Newsweek, Inside HigherEd e outras organizações da mídia de referência, tinha ficado claro que Zizek não só não lera Kevin MacDonald como também tinha simplesmente plagiado o sumário de Cultura da crítica de uma resenha publicada na American Renaissance. O plágio de Zizek foi primeiramente suspeitado quando Steve Sailer, num texto para The Unz Review, referiu que Zizek “alcançou alto grau de clareza na exposição de MacDonald que nunca antes vi em tudo o que li dele”. Coube ao editor de uma ciberteca quase desconhecida descobrir que o “alto grau de clareza” era resultado de uma cópia que Zizek fizera, quase ípsis-lítteris, da resenha de um livro de MacDonald por parte de Stanley Hornbeck, a qual saiu na edição de março de 1999 da The American Renaissance. Apanhado em flagrante, Zizek saiu-se com uma esfarrapada desculpa, até reconhecer que não tinha lido o trabalho de MacDonald, e que a ideia de incluir MacDonald em seu trabalho surgiu quando “um amigo me falou das teorias de Kevin MacDonald, então pedi a ele para me mandar um resumo delas”. E assim, com base em alguns comentários de um compadre e numa rápida síntese, foi que Slavoj Zizek, tido como superastro acadêmico, houve por bem condenar Kevin MacDonald, um professor titular e autor de livros muito bem referenciados sobre os judeus e a história judaica, como “proponente de um novo barbarismo”. Zizek tem razão: existe uma sátira nisso aí, mas o satirista não é Kevin MacDonald.

VII. Conclusão: o antissemitismo é uma “ideologia”?

Marx and Engels, no seu famoso conceito de ideologia, que Slavoj Zizek deve conhecer muito bem, explicam que a ideologia tem origem na superestrutura da sociedade (ou seja, nas ideias predominantes difundidas pela classe dominante).  Já deveria estar claro, a esta altura, que o antissemitismo dificilmente pode hoje ser considerado parte da infraestrutura, porquanto nenhum intelectual da classe dominante defende ideias antissemíticas de qualquer tipo. Nessa categoria incluem-se Slavoj Zizek e Jordan Peterson, figuras situadas em lados diametralmente opostos quanto à ideologia, à política e à visão econômica, mas ambos têm em comum posições quase idênticas em relação aos judeus e ao antissemitismo. Em verdade, o antissemitismo pode ser singularmente pensado como alguma coisa que permanece fora da superestrutura, preconizado por intelectuais orgânicos e ativistas que restam como os últimos vestígios de uma forma orgânica de sociedade submetida à perversão e à exploração ao longo de muitos séculos. Enquanto expressão pensamental e política da reação defensiva da sociedade orgânica, o antissemitismo assoma de seu longo passado ainda como a crítica mais radical, coerente e perigosa da ordem social estabelecida. O antissemitismo é a última, e única, ideia verdadeiramente revolucionária de nosso tempo.

Se nas ideias de Slavoj Zizek existir alguma coisa que preste, poderá talvez estar, ironicamente, na analogia do marido desconfiado. Voltando ao caso do corno manso leninista, recordo o pensamento de que “Aquilo não reclamado como só nosso, deixa de ser nosso”. A figura patética que se sentou à mesa diante de mim não perdeu sua mulher quando ela foi para a Noruega — ele a perdeu quando renunciou a seus interesses, deixando aberta a porta por onde, no final das contas, ela passaria. Nós devemos zelosamente proteger nossos interesses, nossas famílias e nossa terra. Contra competidores. Contra exploradores. Contra judeus. O que temos, nós mantemos.

Fonte: The Occidental Observer. Autor: Andrews Joyce. Título original:Slavoj Žižek’s “Pervert’s Guide” to anti-Semitism. Data de publicação: 20 de novembro de 2019. Versão brasilesa: Chauke Stephan Filho.

_________________________

[1] Aqui, particularmente, causa preocupação que Zizek defenda a tese de que “A verdade não é defesa”, um princípio vigente na legislação censora da livre expressão no Canadá e no Reino Unido.

[2] PENSLAR, D. (ed.). Contemporary anti-semitism: Canada and the World. Toronto: University of Toronto Press, 2005. p. 3.

[3] HERF, J. (ed.). Anti-semitism and anti-zionism in historical perspective: convergence and divergence. Routledge, 2007. p. 11.

[4] MACDONALD, Kevin. The culture of critique: an evolutionary analysis of jewish involvement in twentieth-century intellectual and political movements. 1St Books, 2002. p. 449 (nota 120).

[5] Ibidem.

[6] Ibidem.

[7] DINER, H. In the Almost Promised Land: American Jews and Blacks, 1915-1935. The John Hopkins University Press, 1995. p. 123.

[8] MELADMED, A. Image of the Black in Jewish Culture: A History of the Other. RoutledgeCurzon, 2001. p. 114.

[9] LANGMUIR, G. History, Religion and Antisemitism. Los Angeles: University of California Press, 1990. p. 15.

[10] Ibidem, p. 13.

[11] Ibidem, p. 275.

[12] Ibidem, p.19,67.

[13] Ibidem, 275.

[14] Ibidem, 15.

[15] Cf. JOHNSON, P. A History of the Jews. 1987. p. 205.

[16] HILTON, R. H.; HILL, C. The Transition from Feudalism to Capitalism.   Science & Society, Vol. 17, No. 4, p. 340-351. (Fall, 1953).

[17] JULIUS, A. Trials of the Diaspora. p. 401.

[18] Para uma excelente síntese sobre esse processo no feudalismo, cf. R. Allen BROWN, Origins of English Feudalism. Nova Iorque: Barnes and Noble Books, 1973.

[19] Ibidem.

[20] McCLEARY, M. (Ed.). The Oxford Handbook of the Economics of Religion. Oxford: Oxford University Press, 2011. p. 68.

[21] EIDELBERG, P. G. The Great Rumanian Peasant Revolt of 1907: Origins of a Modern Jacquerie. p. 39.

[22] Ibidem, p. 120.

[23] Ibidem, p. 39.

 

 

 

Dočkáme se v roce 2020 rozmachu nacionalistické levice?

Dočkáme se v roce 2020 rozmachu nacionalistické levice?

Dočkáme se v roce 2020 rozmachu nacionalistické levice?

Autor: Andrew Joyce

„Lidský život je nepřetržitým bojem, nikoliv pouze metaforickým; nejen s nouzí nebo nudou, ale také opravdovým bojem s ostatními lidmi. Člověk naráží na všech stranách na protivníky, žije v ustavičném konfliktu a umírá s mečem v ruce.“

Arthur Schopenhauer – Parerga und Paralipomena (kap. XII. „Dodatky k nauce o utrpení světa“)

Přestože pro lidi v prostředí pravicového disentu je mezi filozofy podle všeho favoritem Nietzsche, osobně mám značnou slabost pro Arthura Schopenhauera. Jeho popudlivý filozofický pesimismus byl vždy blízký mému vlastnímu temperamentu a během let jsem tak opakovaně a rád nacházel nečekanou útěchu v jeho kvazibuddhistické a vysoce soucitné konceptualizaci utrpení. Pojetí života coby nekončících střetů se soupeři je nedílnou součástí Schopenhauerovy filozofie – i mého osobního náhledu na politiku i filozofii. Asi nemusím nijak sáhodlouze prokazovat, že lidé zapojení do pravicového disentu si rozhodně nemohou stěžovat na nedostatek protivníků.

Jsou proti nám seřazeni ze všech stran politického spektra – a čas od času dokonce nějaký „vyraší“ také z našich vlastních řad. Politická filozofie pravicového disentu se tak dnes víc než kdy předtím zdá být předurčena k neustálému konfliktu a já se proto nemohu zbavit neradostného dojmu, že až jednoho dne zemřu s metaforickým mečem v rukou, všechny rozbojované bitvy budou zuřit dál, vidina konečného vítězství kdesi v nedostižné dálavě. Proto si čas od času dopřávám trochu uvolnění v podobě optimistického smýšlení (pro Schopenhauera se Spenglerem forma zbabělosti), jako třeba když se snažím hledat spojence tam, kde jsem dříve hleděl jen na pevné šiky nepřátel. Tím se konečně dostávám k samotnému tématu této eseje: nedávnému vývoji na levici, který jako by naznačoval možnost vzepětí antiglobalistické, antiimigrační a antisionistické/antisemitské politiky.

Švédští komunisté se probouzejí

Není to dávno, co web Sputnik přinesl informaci, že skoro polovina členů Komunistické strany ve švédském Malmö z rudé partaje vystoupila. Plánují totiž založit novou dělnickou stranu, která nebude mezi své hlavní cíle počítat mj. multikulturalismus, zájmy LBGT nebo boj se změnou klimatu. Jeden z přeběhlíků Nils Littorin místním novinám řekl, že dnešní levice se stala součástí elity a „postoje dělnické třídy se jí tak odcizily a staly v jejích očích problematickými“. Levice podle něj „prochází dlouhodobou krizí identity“ a jeho seskupení se hodlá soustředit na tradiční levicové hodnoty, tedy třídní politiku. Littorin dodává: „Levice nechápe, proč značná část dělníků nevidí v multikulturalismu, hnutí LGBT a Gretě Thunbergové něco úžasného a namísto snah o pochopení se chová, jako bychom se ocitli v Německu 30. let a dělníci, volící Švédské demokraty byli nenávratně prolezlí bacilem nacismu.“ Na poměry levice nevídaně prozíravě říká, že podpora pravicových voličů politikům jako Donald Trump nebo Boris Johnson je hlavně „následkem všeobecného zklamání liberálně ekonomickou migrací, která má za následek konkurenci na nízkopříjmových pozicích a ghettoizaci společenství, z nichž těží jedině velcí zaměstnavatelé“. „Chaotická“ imigrační politika bělošským dělnickým vrstvám nijak nepomohla, naopak vedla ke „střetu kultur, segregaci a vyloučení následkem nekontrolovaného přílivu z části světa, pro něž jsou typické kultura cti a klanové smýšlení“.

Littorin pokračuje ve svém rozumném zhodnocení situace i ohledně programu LGBT hnutí. To spolu s klimatickými tématy představují součást „státní ideologie“, kterou dnes „lidem tlačí do chřtánu“. Děje se tak podle něj na úkor skutečně palčivých problémů, jako jsou chudoba, bezdomovectví nebo příjmová nerovnost. „Tak se například pojem ‚hrdost‘ začal spojovat takřka výhradně se sexuální orientací. Podle nás je ale základem lidské důstojnosti práce nebo třeba penzijní pojištění, tak aby člověk ve stáří nemusel třít bídu s nouzí.“

Krom upřednostnění pracovních míst a penzí nad okázalými oslavami sodomie se Littorin a spol. také zapřísáhli nechat za sebou označení komunismus i jeho étosem, který popisují jako

…pošpiněné slovo s pejorativním nádechem, ostatně ne zcela neprávem. V komunistických stranách existuje riziko elitářství, nestřídmosti a přesvědčení, že určitá avantgarda má vést dělnickou třídu, která si není vědoma svých nejlepších zájmů. Jednodušší a správnější by ovšem bylo zeptat se lidí, co skutečně chtějí. Komunismus zemřel spolu se Sovětským svazem, nepovedlo se jej aktualizovat a přenést do 21. století. Ustrnul tak na stránkách sto let starých knih.

Události v Malmö ovšem mají paralelu i v celostátní švédské politice, když předák levicové strany Örebro Markus Allard vyjádřil podobné myšlenky ve svém komentáři „Socialisté nepatří na levici“, kde obviňuje mainstreamovou levici z naprostého opuštění své základny a přechodu od dělnické třídy k „parazitickým, granty živeným prvkům střední třídy“.

Britští socialisté v novém kabátě

Takřka současně dochází k podobnému vývoji také v Británii, kde levicový veterán George Galloway oznámil založení nové Britské dělnické strany (Workers Party of Britain), jejíž orientaci vymezil jako „tvrdě pro Brexit a tvrdě labouristickou“ a dodal, „pokud patříte k liberálům, kteří se považují za levičáky, protože ještě dnes smutně pokukují po Evropské unii a pokud podle vás vede cesta kupředu pokřikováním ‚rasista‘, ‚homofob“ nebo ‚transfob‘ na každého, kdo s vámi nesouhlasí, nejspíš nebudeme váš šálek čaje.“ Gallowayova podpora Brexitu vychází z jeho přesvědčení, že moderní britská levice „nenabízí žádnou alternativní vizi k agresivnímu neoliberalismu a jeho deindustrializované, finančním sektorem vedené ekonomice s mizernými mzdami a sází na to, že nejlépe to půjde i nadále udržovat v chodu jako součást Evropské unie.“ Zvlášť kosmopolitní elity Labouristické strany podle něj „mají za to, že jsme nějaký primitivní kmen, který si maluje obličeje namodro a jediné co dokáže, je volit jednu pravicovou vládu za druhou“, což považuje „nejen za nesmírně přezíravé, ale také kontraproduktivní – už vůbec pak nemluvě o nemístně optimistickém pohledu EU“. V problematice imigrace Galloway věří, že na „neregulované masové imigraci není zhola nic levicového. Připravuje země původu imigrantů o jejich potenciální elity a snižuje mzdy v cílových zemích. Prospěch z toho mají bohatí, kteří profitují jak z laciné pracovní síly pro své společnosti, tak přetlaku a tím pádem i nižších nákladů na služby jako au-pair, baristé nebo instalatéři. Pracující vrstvy ale trpí.“

Galloway také zopakoval, že jeho nová strana se bude držet jasně protiizraelské linie a naprosto odmítá definici antisemitismu z dílny IHRA.

George Galloway Britská dělnická strana IHRA
Galloway a jeho Dělnická strana se dokonce vymezují i proti extrémnějším formám LGBT indoktrinace, zejména glorifikaci transgenderismu. Galloway, který byl v minulosti mj. terčem útoku (vlastními slovy) „transanarchisty“ během jednoho ze svých projevů, v tomto následuje probrexitovou Komunistickou stranu Velké Británie (marxisticko-leninistickou), která v textu Politika identity a trend transgenderismu: Kam nás vede ideologie LBGT a proč na tom záleží?  (Identity Politics and the Transgender Trend: Where is LGBT ideology taking us and Why does it matter?i řadě dalších článků nebo tomto eminentně zajímavém projevu transgenderovou ideologii odsazuje coby antimaterialistickou a protivědeckou:

Biologické odlišnosti mezi pohlavími jsou skutečné. Neobjevují se jen u lidského druhu, ale napříč celou živočišnou říší. Sexuální reprodukce je přirozený biologický proces, v přírodním světě zachovaný díky rozmanitosti jím vytvářené. V přírodním světě je to všudypřítomný fenomén. Nezapomínejme ale ani na to, jaký má tato debata dopad na nás. Řídili jsme se tímto trendem a přinejmenším posledních čtyři nebo pět let se s politikou identity (idpol) hojně setkávali mezi příznivci i kandidáty naší strany. Idpol se totiž v tomto období stala módou. A jako každá móda podléhá trendům. Z ještě v 70. letech okrajových myšlenek některých akademických institucí se dnes stal globální mainstream, aktivně propagovaný. Sice ne komunisty nebo socialisty, ale mnozí z nich jej přijali a nechali se buržoazní společností ochotně zavést do této slepé uličky. Vznikla tak skupina za „socialisty“ se označujících lidí, kteří už nebojují proti některé z forem útlaku, ale proti realitě samotné!

Levice v krizi?

Nic z výše nastíněného není tak úplně překvapením a dost možná by se dokonce dalo hovořit o nevyhnutelných vedlejších efektech toho, co Nils Littorin nazval dlouhodobou „krizí identity“ levice. Přijetí a podpora multikulturalismu a jeho parafilických přívěsků nikdy nedávalo větší smysl v kontextu racionální kritiky kapitalismu a napětí mezi papírovou touhou po solidaritě dělnické třídy a rozbroje vyvolávajícími pseudomarxistickými doktrínami (jako studie „bělošství“), vytvořenými k mobilizaci importovaných nebělošských skupin proti nejpočetnější součásti dělnické třídy (tedy bělošských modrých límečků), nutně hrozilo vyhloubit hluboké trhliny a napětí ve chvíli, kdy by se štěstí obrátilo k levici zády.

A to se skutečně také stalo, byť bychom neměli zlehčovat ani zapomínat na masivní ideologické i kulturní úspěchy levice. Jednotlivci i skupiny zaštiťující se prapory sociální rovnosti a věčného pokroku totiž i nadále drží kontrolu nad vládami, akademickým světem i masmédii. Levice však v poslední době bez stínu pochybností zažívá politický sestup. Ztrácí hlasy, ale především srdce a mysl svých voličů. Rád bych také zdůraznil, že jim je nepřetahují skutečně pravicové ideje, ale jejich vyprázdněné schránky („Volný trh!“, „Postavte tu zeď!“) a charizmatičtí globalističtí herci, kteří tyto rádoby ideje prodávají podobně jako pochybní obchodníci ojetá auta nebo vodu po holení. Bílá dělnická třída ve volbách bezmyšlenkovitě hlasuje pro volný pohyb zboží a služeb, zatímco ji židovský supí kapitalismus vykořisťuje právě pod tímto praporem, likviduje její města, posílá její práci do ciziny a zabavuje jí její domovy. Titíž lidé také hlasují pro zeď, které se nikdy nedočkají – a která by beztak nevyřešila jejich problémy, neoddělitelně spjaté s kapitalismem, ani jim nezajistila většinově bělošskou budoucnost. Nečiní tak s myšlenkou otázky identity nebo rasy, ale ze stejných pohnutek, které vedou majitele večerky k instalaci kamerového systému: vždy jakoby na dosah stojící Zeď nebude nikdy postavena, dokud nebude symbolizovat o nic víc než přání ochránit pouhý majetek. Prázdné skořápky lidí na takzvané pravici sice nabízejí jen pochybná placeba – ale na politickou levici, alespoň historicky údajného vyznavače tvrdého materialismu, to momentálně bohatě stačí.

Někteří se snaží tento stav svádět na nepřítomnost charismatických vůdců, nejednotu nebo nedostatek přitažlivých programových bodů. Objevily se dokonce i úvahy, že se evropská levice dopustila smrtelného omylu, když se pokusila utkat s pravicí na jejím domácím hřišti „flirtováním s izolacionistickým nacionalismem nebo neoliberalismem“. Skutečnou příčinu ale hledejme ve vytrvalém odcizování a šikanování bělošských dělnických vrstev levicí, která se navíc postupně „odkopala“ jako elitářská kosmopolitní klika, která ze svých pohodlných postů básní o útlaku jen málokdy skutečném a často imaginárním, rozhodně však na vlastní kůži nepoznaném. Přičteme k tomu fakt, že levicová ideologie se stala čímsi beznadějně zamotaným a komplikovaným s tím, jak se její vyznavači neustále snaží nacpat „hranatou“ Marxovu doktrínu do nových a stále abstraktnějších „kulatých“ a „trojúhelníkových“ otvorů, z čehož vznikají marxistické výklady takových pomíjivostí jako graffiti, populární hudba a transvestité, pro průměrného dělníka nic než snůška zženštilých středostavovských blábolů. Do toho všeho pak mladí, ale přesto neschopní se rozhoupat aktivisté, bez práce i zdravého rozumu, hledají všude možně nové formy útlaku, podobní stařence trpící demencí, pátrající po kabelce, kterou vyhodila už před dvaceti lety. A tak zatímco komentátoři s chutí debatují, nemohu se při pohledu na celé dění ubránit dojmu, že pseudolevicoví lháři se momentálně prostě jen nedokáží vyrovnat těm pseudopravicovým.

Mohli by se z těchto rebelů stát spojenci?

Když mi bylo asi jedenáct, našla si má matka novou přítelkyni, Skotku něco přes třicet, která mi od začátku přišla velice zvláštní. Musely to být její oči. Tehdy jsem ještě o schizofrenii nic nevěděl, záhy jsem ji ale měl poznat dosti zblízka. Jednoho dne tato žena zazvonila u nás doma, a protože jsem ji znal, otevřel jsem a pozval ji dovnitř. Zavolal jsem na matku, která byla nahoře, a mezitím se bavil se Skotkou, která nehnutě stála, dívala se přímo na mě a působila jako naprosto normální, veselá a výřečná mladá žena. Ptala se mě na školu a trochu jsme se bavili o vědě, o které toho podle všeho dost věděla. Teprve po několika minutách jsem si uvědomil nevábný zápach linoucí se místností a domyslel si, že se žena pokálela. Když se konečně objevila matka, upadla žena do nesmyslného blábolení, které vyvrcholilo jejím pokusem zmocnit se v kuchyni nože a následným útěkem z našeho domu. Přestala prostě brát předepsané léky. Později jsme se dozvěděli, že ji pozdě večer našli policisté, jak freneticky a v slzách s bosýma, zakrvavenýma nohama tančí na nedalekém hřbitově, na sobě nic než noční košili a vysvětluje zesnulým, že je Bůh, zarmoucený smrtí ukřižovaného syna.

Na tento zážitek se ani po více než dvaceti letech nedá zapomenout. Otiskl se také do mého vnímání reality, vztahů i důvěry. Stačí na tomto místě jen zdůraznit, že i šílenci občas mluví souvisle a logicky, přestože se jejich psychika bortí jako domek z karet. A pokud se na prohlášení těchto přiměřeně „vidoucích“ levičáků podíváme z trochu větší blízkosti, nenalezneme i u nich také stopy šílenství? Opětovný pohled na výklad britských komunistů a trocha čtení mezi řádky cosi podezřelého naznačují rozhodně. Jistě, „biologické odlišnosti mezi pohlavími jsou skutečné“. Samozřejmě. Ale totéž platí i o biologických odlišnostech mezi rasami – a přesto se naši někdejší přesvědčení britští materialisté, momentálně vedení plnokrevným etnickým Indem Harpalem Brarem, rozhodli proti této skutečnosti bojovat. Měli bychom také zmínit, že Brarova dcera Joti se stala Gallowayovou místopředsedkyní v jeho „tvrdě probrexitové a labouristické“ Britské dělnické straně.  Galloway sám pak byl už čtyřikrát ženatý – a tři z jeho žen byly nebělošské (Palestinku Aminu Abu-Zayyadovou si vzal v roce 1994, Libanonku Rimu Husseiniovou v roce 2007 a etnickou Indonésanku Putri Gayatri Pertiwiovou v roce 2012). Přes všechna svá naoko protiimigrační prohlášení se tak člověk jen těžko zbavuje dojmu, že Galloway patří ke skalním zastáncům multikulturalismu a jeho strana se v případě volby vždy postaví do tábora internacionalismu v každém z možných výkladů tohoto slova.

George Galloway Britská dělnická strana
Jestliže tedy v táboře znechucených levičáků narážíme na ostrůvky zdravého rozumu, lze to připsat převážné absenci židovského vlivu v těchto nových enklávách a tedy i všemožných intelektuálních pokřiveních, jež s sebou přináší. Ve své eseji z roku 2018 „O ‚levicovém antisemitismu‘ v minulosti i současnosti“ (On “Leftist Anti-Semitism”: Past and Present)  jsem se zamýšlel nad možností postupného odklonu Židů od „tvrdé“ levice kvůli vzestupu antisionismu a jejich stále výraznějšímu přimknutí se k centristickému neoliberalismu:

Židovská slepota k vlastním výsadám, skutečná či předstíraná, samozřejmě patří k hlavním příčinám nepopiratelného napětí mezi Židy a moderní levicí. Nejspíš bylo nevyhnutelné, že si naivní, avšak upřímní levicoví rovnostáři pomalu uvědomili, že jejich „soudruzi židovského vyznání“ jsou nejen elitáři, ale také elita velice svébytného druhu. Souběžné hlásání otevřených hranic/společného majetku na jedné a „země pro židovský národ“ nutně musí vyvolat otazníky v mysli leckterého majitele propoceného trika s Che Guevarovou podobiznou – zvlášť když je doprovázeno kakofonií palby izraelských zbraní a nářkem zkrvavených palestinských dětí. Podobně problematickou se ukázala být také masová migrace, onen umně vyrobený toxin řinoucí se evropskými dálnicemi a železnicemi. Na západní břehy se valí jedna vlna za druhou zlomených lidí, kteří si s sebou přinášejí čerstvé a palčivé křivdy, často přímo z izraelského pomezí. Tito lidé nahlédli za oponu, takže jen velice neochotně sdílejí politické nástroje západní levice s příbuznými agresorů z IDF – jediným pojivem zde zůstává touha připravit nenáviděné bělochy o vše. Proto se může snadno stát, že levice přestane být pro Židy pohostinným místem, aniž by se však stala skutečně, autenticky nebo tradičně antisemitskou. Lze tedy očekávat přeskupení Židů mimo kruhy radikální levice, v politickém prostoru, který lze nejlépe označit jako radikálně centristický: centrismus koketující s levicí jen pro účely multikulturalismu a dalších škodlivých „rovnostářských“ výdobytků, ovšem pravicový, když přijde na ochranu a výsady elit (doma pro židovské společenství, mezinárodně pro Izrael) – tedy centrismus založené na starém osvědčeném pravidle „co je nejlepší pro Židy“.

Jak je patrné z nekonečného střetnutí Židů s britskou Labouristickou stranou v uplynulých letech, znamená politická relokace Židů směrem k jakémusi beztvarému a oportunistickému centrismu kolizní kurz s tou částí levice, která nejen že zastává pevně antisionistické pozice, ale také se ohrazuje proti nepokrytě silovým projevům židovské moci, jako všeobecné přijetí definice antisemitismu z dílny IHRA, nebo hospodářské zneužívání pravidel politicky nevyhraněnými (ani levicovými nebo pravicovými, ale židovskými) oligarchy jako Paul Singer. To – společně k jejich tradiční nechuti být součástí pravice – Židům ztíží hledání jakékoliv identifikace na politickém spektru, kromě té otevřeně židovské, což ovšem vrhá nevítanou pozornost okolí na jejich aktivity i zájmy. Bezprecedentní příklad tohoto vývoje jsme mohli vidět těsně před britskými parlamentními volbami, kdy vrchní rabín Ephraim Mirvis otevřeně vyzval britské Židy, aby se postavili Jeremymu Corbynovi. Něco takového by měli lidé znepokojení židovským vlivem, kteří dříve se značnou dávkou frustrace pozorovali, jak se Židé maskují svůj vliv pomocí různých politických kabátů, jen a jen přivítat.

Otevírá se tak potenciální, pochopitelně nedokonalá, ale snad do jisté míry reálná, příležitost hájit podprahově nebo dokonce víceméně otevřeně bělošské zájmy prostřednictví důvtipného, nominálně ostře levicového aktivismu proti masové migraci (z ekonomických, nikoliv rasových pohnutek), proti Izraeli a vlivu mezinárodního sionismu, proti některým výstřelkům kultury politické korektnosti nebo proti parazitickému kapitalismu židovských supích fondů. Nemusím asi dodávat, že levicoví aktivisté nemusejí čelit podobnému břemenu společenských, profesních nebo právních postihů za svou politickou činnost jako my na pravici, zejména té „tvrdé“, disidentské. Nejspíš se příliš nezmýlím ani v předpovědi, že člověk vystupující proti imigraci s účty na sociálních sítích křičícími do světa „Britská dělnická strana“, se musí bát vyhazovu pro svou politickou činnost mnohem méně než někdo, kdo se nijak netají svým členstvím v National Front. Proto pro mladé aktivisty jistě stojí přinejmenším za zvážení, jestli si pro obranu bělošských zájmů nevytvořit jakousi „levičáckou“ masku, podobně jako Židé v minulosti neváhali přebírat nejrůznější užitečné politické masky ke skrytí svých hlubších etnických zájmů. Osobně bych doporučoval spojení infiltrace a přetvářky. Nejdůležitější jsou totiž niterné motivace a možné výhody dosažení konečného cíle – tedy prosazení bělošských zájmů.

Podpora podobných hnutí ale pochopitelně skýtá nejrůznější úskalí. Rozhodně bych se tak vyhnul masivní investici času nebo peněz do těchto skupin, jelikož panuje značné riziko, že většina jejich členů vyznává politické pozice v ostrém rozporu a škodlivé našim ústředním cílů. V řadě otázek, v nichž bychom snad mohli najít společnou řeč – imigrace, LGBT šílenství nebo kultura politické korektnosti – také vidím bohaté příležitosti ke zradě a jen těžko se zbavuji dojmu, že tento vývoj je hlavně projevem dočasné bezradnosti a že hlavním záměrem je nějak „napálit“ bělošské modré límečky, aby znovu začaly hlasovat pro levici.

Nadcházející rok 2020 však nakonec přece jen může přinést otevření nové fronty v této válce, a tak s novým rokem na čas umlčím svého vnitřního Schopenhauera a připiji si na to.

Esej Andrewa Joyce Will 2020 See the Emergence of a Nationalist Left? vyšla na stránkách The Occidental Observer 29. prosince 2019.

“Modificar los estándares del grupo propio”: Sobre los Judíos y la Comunicación de Masas — Parte II de II

“Millones de folletos, panfletos, dibujos animados,  historietas, artículos — y más recientemente guiones de radio y de películas — han sido producidos y diseminados en la guerra de propaganda.” Samuel H. Flowerman, Propaganda Masiva en la Guerra contra la Intolerancia, 1947.[1.

Los Protocolos de Samuel H. Flowerman

Samuel H. Flowerman, como Director de Investigación en el Comité Judío Estadounidense, como colega del Instituto de Investigación Social, y como una especie de núcleo para la expansiva camarilla judía de académicos de comunicación de masas, estuvo en el centro del proceso para poner en acción práctica iniciativas judías de “investigación de opinión”. La formulación más clara de cómo luciría esta acción práctica fue articulada en su ensayo de 1947, “Propaganda Masiva en la Guerra contra la Intolerancia.” La preocupación principal de Flowerman era que a pesar de que millones de dólares estaban siendo gastados en propaganda, por organizaciones como el Comité Judío Estadounidense y la Liga Antidifamación, la propaganda parecía no ser suficiente por sí misma para lograr la transformación masiva de valores en la población huésped — en particular, para el debilitamiento de su etnocentrismo.

Flowerman empieza por explicar el formato y el alcance de los esfuerzos existentes: “Millones de folletos, panfletos, dibujos animados,  historietas, artículos — y más recientemente guiones de radio y de películas — han sido producidos y diseminados en la guerra de propaganda (429).” El uso del lenguaje de guerra de Flowerman es interesante en sí mismo, por supuesto, y será discutido en detalle más abajo. Por ahora, deberíamos focalizarnos en lo que Flowerman enumera como los 5 objetivos de la “guerra de propaganda”:

  1. “La reestructuración de las actitudes de individuos prejuiciosos, o al menos su neutralización.”
  2. “La reestructuración de los valores de grupo hacia la intolerancia.”
  3. “La consolidación de las actitudes de aquellos ya comprometidos con una ideología democrática, quizá creando una ilusión de universalidad o victoria.”
  4. “La continua neutralización de aquellos cuyas actitudes aún están desestructuradas y que se consideran “más inocuos” si permanecen inmunes a instrumentos de parcialidad.”
  5. “Contrarrestar los símbolos de intolerancia.” (429)

Flowerman concede que el nivel de trabajo y control requerido para lograr estos objetivos habría de ser extensivo, y que el proyecto era altamente ambicioso, buscando nada menos que “una exitosa persuasión masiva en el campo de las relaciones intergrupales.” (429) Pero él es igualmente explícito en las condiciones requeridas para semejante éxito.

La primer condición de Flowerman es “control de parte de grupos pro-tolerancia o individuos de los canales de comunicación de masas.” (430) Dado que el contexto entero del activismo de “pro-tolerancia” de Flowerman fue esencialmente judío, podemos asumir que él está implicando fuertemente que los canales de comunicación de masas deberían caer en manos judías. Dado que “control,” en el fraseo de Flowerman, no está calificado, y dado que muchos periódicos, estaciones de radio, y compañías de producción cinematográfica ya estaban en manos de judíos “pro-tolerancia,” la implicación de que este control debería ser absoluto también está presente. Además, nota Flowerman, que el control total de estos canales puede no ser suficiente en sí mismo. La población huésped aún va a tener que ser expuesta a las producciones de la comunicación de masas, y esto habría de ser garantizado mediante el uso de “fuerza, monopolio comercial, y/o crisis (diseñada o accidental).” (430)  Sólo entonces las fuerzas pro-tolerancia verían “los persuasivos dispositivos y técnicas de la élite actuando sobre las susceptibilidades de los manipulados.” (430) Flowerman cierra aquí con una referencia a la teoría de Erich Fromm, de que la gente tiene un “deseo de ser controlada.”

La segunda condición de Flowerman para una “exitosa persuasión masiva en el campo de las relaciones intergrupales,” es la saturación. Esta condición, así como la del control y monopolio de los canales de comunicación masiva, aspira a ser absoluta. En otras palabras, el mensaje “pro-tolerancia” debía de ser ubicuo y extendido — más allá de lo que era posible en 1947 y probablemente más allá de lo que podría haber sido conceptualizado en aquel entonces. En palabras de Flowerman: “Además de las grandes sumas de dinero actualmente siendo gastadas en propaganda de tolerancia, sumas considerablemente más grandes probablemente serán necesarias para lograr el grado de saturación — aún todavía hipotético — requerido.” (430) La idea general aquí es incrementar la proporción del “flujo de símbolos pro-tolerancia” dentro del “torrente total de comunicaciones.”

En noviembre de 1946 se llevó a cabo en Nueva York una convención de tres días, parcialmente organizada por Flowerman, agrupando “expertos en los campos generales de relaciones públicas, incluyendo publicidad, correo directo, cine, radio, y prensa; trabajadores profesionales en el equipo de agencias locales y nacionales específicamente dedicadas a combatir discriminación grupal; y científicos sociales de las universidades y de las agencias de defensa nacional.”[2] Los judíos, por supuesto, dominaban todas estas áreas, y la lista de participantes incluía figuras ya mencionadas como Bruno Bettelheim, Sol Ginsburg, Hertha Herzog (Directora de investigación radial de McCann-Erickson, Inc.), Julius Schreiber, Paul Lazarsfeld, Joseph Goldsen, y Morris Janowitz. Uno de los hallazgos de los académicos de comunicación de masas presentes en la convención fue que incluso el control y la saturación podían no ser suficientes para asegurar una transformación de opiniones y valores en la mayoría demográfica. Éste era el caso cuando la propaganda se encontraba con individuos particularmente fuertes mentalmente, o cuando la propaganda se perdía dentro del torrente general de comunicaciones que uno encuentra en el curso de la vida cotidiana. Flowerman entonces escribe con frustración que “estamos desarrollando una nación de individuos que trabajan, se preocupan, aman, y juegan, mientras comentaristas, comediantes, compañías de ópera, orquestas sinfónicas, y bandas de swing están transmitiendo. Esta continua embestida por ‘algo para todos,’ resulta en una especie de ‘sordera radial.’ (431) Para poder superar este obstáculo, Flowerman retorna a un aspecto clave de su primera condición — el uso de crisis (él escribe que ésta puede ser “diseñada o accidental”) para focalizar la atención sobre la propaganda emitida. Flowerman escribe:

Para superar la ‘sordera radial’ a los anuncios comerciales y la atmósfera general de simulación del entretenimiento radial, sólo símbolos asociados con una crisis aguda parecerían tener una posibilidad. Porque el grueso de la intolerancia racial y religiosa estadounidense no está considerado como una situación crítica. … La ausencia de estrés crítico sirve para disminuir los niveles de atención a símbolos pro-tolerancia. (431)

Algunos ejemplos prácticos contemporáneos de cómo sería esta táctica, podrían ser: la ubicuidad de la propaganda pro-diversidad después de ataques islamistas; Charlottesville; tiroteos en las escuelas; pánicos morales acerca del racismo; exageraciones de parte de la ADL sobre la amenaza constante del antisemitismo; asesinatos de parte de migrantes; y migrantes ahogándose en el Mediterráneo.
El punto aquí es que sin importar el contexto, la “crisis” ha de manufacturarse en casi toda situación, para focalizar la atención sobre el verdadero objetivo — la entrega exitosa de mensajes “pro-tolerancia,” incluso (o especialmente) en circunstancias en las cuales la tolerancia se demostró fatal para la población huésped. Los judíos o, en el fraseo más ambiguo, los “agentes pro-tolerancia,” deberían lograr (en las propias palabras de Flowerman) la ambiciosa trifecta de “control, saturación, crisis.” (432) Crisis es, por lo tanto, la tercera condición de Flowerman.

La cuarta condición es el logro de una alteración de las predisposiciones en el individuo por vía de una modificación de su entorno y de presión de grupo. Aquí Flowerman argumenta que la propaganda “pro-tolerancia” no debería depender de medios intelectuales, sino de “la percepción social, la cual es afectada por las predisposiciones del público. A su vez, estas disposiciones son actitudes cargadas con afecto, que pueden haber sido producidas por padres, maestros, compañeros, etc.” (432)

El punto aquí es que Flowerman y la pandilla de las comunicaciones de masa, creen que su propaganda sería mejor recibida por las masas si el contexto psicológico de recepción fuera modificado. En otras palabras, la gente criada dentro de la mayoría demográfica, que está imbuida con un sentido de orgullo comunal, responsabilidad social, logros culturales, y propósito nacional, es poco probable que pueda ser predispuesta a ser receptiva hacia los mensajes en nombre de extraños. Por lo tanto, alguna intervención en la cultura y en la interacción entre pares era necesaria para romper semejante obstáculo a la recepción de propaganda “pro-tolerancia.” Como un ejemplo, retornamos ahora al artículo de 1950 de Flowerman para The New York Times Magazine, en el que argumenta a favor del entrenamiento de los maestros “como ingenieros de relaciones humanas en vez de instructores de aritmética y ortografía.”[3] Los niños pueden así ser “diseñados” para ser más receptivos a la propaganda “pro-tolerancia” en la adultez.

Esta condición se mezcla con la quinta — la manipulación del instinto básico de los humanos de conformarse a los estándares de grupo. Flowerman escribe:

Consciente o inconscientemente, los individuos usan marcos de referencia grupales en situaciones sociales, incluso cuando están físicamente separados del grupo… La fortaleza de las sanciones de grupo es una fuerza potente a tener en cuenta, incluso para un individuo con un ego poderoso… parecería entonces, que para que la propaganda masiva en beneficio de grupos ajenos sea exitosa,  ésta tendría que modificar los estándares del grupo propio… La propaganda masiva pro-tolerancia, para ser exitosa, tendría que cambiar dichos valores, lo que sería difícil de imaginar sin control, saturación, crisis, etc. (432)

Lo que Flowerman está proponiendo aquí es esencialmente una revolución de valores, después de la cual surge una cultura políticamente correcta, donde la mayoría demográfica se autocontrola y se vuelve antagonista hacia sus intereses étnicos propios. En este entorno — logrado por medio de “control, saturación, crisis” — la fortaleza de las sanciones dentro del grupo de los blancos estadounidenses es dirigida contra las manifestaciones de etnocentrismo propio del grupo, en vez de hacia los extranjeros. Es nada menos que una propuesta para la cultivación de culpa blanca y altruismo patológico, y la reducción del etnocentrismo blanco y del orgullo cultural.

La sexta condición es la cultivación de figuras influyentes en nombre de la agenda “pro-tolerancia.” Esto requirió mucha sutileza. Flowerman escribe que la investigación de sus colegas y co-étnicos de comunicaciones de masa, muestra que los blancos de su propaganda:

están dispuestos a asignarles a algunos individuos un sello de aprobación, el cual les niegan a otros…
Sabemos que muchos volantes escritos y avalados por héroes populares y aceptados incluso por individuos prejuiciosos, son rechazados frecuentemente con la excusa de que son distribuidos por grupos minoritarios en su propio interés. Varios individuos prejuiciosos no pueden concebir una distribución semejante de parte de grupos dominantes. (434)

Flowerman se está quejando aquí del hecho de que algunos miembros de la mayoría demográfica son lo suficientemente perceptivos como para indicar claramente el verdadero origen de la propaganda “pro-tolerancia,” y para rechazarla en base a eso. Por “grupos minoritarios,” el evasivo Sr. Flowerman se refiere por supuesto, a los judíos. Luego cita un caso específico:

En un experimento llevado a cabo en la Universidad de Chicago por Bettelheim, Shils, y Janowitz, veteranos fueron expuestos a propaganda pro-tolerancia, incluyendo unos dibujos animados de Bill Mauldin. Un encuestado prejuicioso, compartiendo la estima general en la que este soldado-dibujante es tenido por ex GIs, dijo que consideraba a Mauldin “un tipo normal,” pero que si le pagas lo suficiente a un hombre, puedes hacer que haga lo que sea; éste individuo creía que el material que vio estaba siendo distribuido por “un par de comunistas de Nueva York.” (433)

Entonces vemos la patologización de un veterano, a causa de que percibió con sorprendente exactitud la mano subversiva detrás del uso de un ícono popular, para promocionar una agenda totalmente extraña a sus intereses. A pesar de las excepciones como este veterano, la susceptibilidad general de las masas fue considerada lo suficientemente alta como para avanzar con la estrategia de “patrocinio.” Como resultado, responde Flowerman,

Propagandistas, reconociendo la necesidad de fuentes de autoridad impecables, están produciendo material patrocinado por héroes populares en deportes, entretenimiento, y en las fuerzas armadas. Recientemente ha sido desarrollado un plan para promover la inserción de publicidades de página completa en periódicos, pagadas y patrocinadas por organizaciones empresariales locales “respetables.” El efecto de esta campaña tendrá que ser determinado. (433)

Desarrolladas junto con sus colegas en el Instituto de Investigación Social y la pandilla de las comunicaciones de masa, éstas son entonces las 6 condiciones de Flowerman para una transformación radical de los valores en la mayoría demográfica blanca estadounidense:

  • Control de los canales de comunicación masiva;
  • Saturación con mensajes Pro-tolerancia;
  • Crisis, diseñada o accidental;
  • Disminución del orgullo cultural y de la autoestima;
  • Cultivación del autocastigo y de la auto-sanción del grupo;
  • Patrocinio de ilusos voluntarios o traidores

A pesar de que estas 6 condiciones conforman la mayor parte del cuerpo de “Propaganda Masiva en la Guerra contra la Intolerancia,” Flowerman además pasa algo de tiempo discutiendo el contenido ideal de la propaganda “pro-tolerancia.” A este respecto, comenta:

La característica más chocante, la punta de lanza de la propaganda, es el eslogan… Los eslóganes actuales pro-tolerancia o anti-intolerancia, impulsan la unidad y la amistad, advierten en contra de estar divididos en base a diferencias raciales o religiosas, describen nuestro origen común como inmigrantes hacia estas costas, remueven mitos sobre diferencias raciales, y denuncian a los intolerantes y la intolerancia. Algunos eslóganes populares son: No seas Imbécil!, Todos estadounidenses — Inmigrantes todos, Todas las Razas y Todos los Credos Trabajando Juntos, etc.

No Seas Imbécil! fue el nombre de una película de la época de la guerra producida por el Cuerpo de Señales del ejército en una época en la que colaboraba fuertemente con directivos y guionistas judíos de Hollywood; su centro de producción cinematográfica estaba siendo dirigido por el coronel Emmanuel ‘Manny’ Cohen.[4] Según Wikipedia, el film:

tiene temas antirracistas y antifascistas, y fue hecho para educar a los espectadores sobre prejuicio y discriminación. El film fue hecho además, para abogar por la desegregación en las fuerzas armadas de Estados Unidos.
Un estadounidense que estuvo escuchando a un demagogo racista e intolerante, el cual estaba predicando discurso de odio contra minorías étnico-religiosas e inmigrantes, es advertido por un inmigrante húngaro naturalizado, posiblemente un sobreviviente o fugado del Holocausto, quien le explica cómo esa retórica y esa demagogia les permitieron llegar al poder a los Nazis en la República de Weimar, y les advierte a los estadounidenses que no caigan por una demagogia similar, propagada por estadounidenses racistas.
En Agosto de 2017 el film corto se hizo viral en internet, luego de la violenta manifestación Unite the Right de Charlottesville, Virginia, y varias copias fueron subidas a plataformas de video el año pasado.

Sin embargo Flowerman estaba desconforme con los eslóganes de su tiempo, creyéndolos muy “generales en naturaleza, vagos como objetivos, e inespecíficos como métodos.” (434) Él creía que definiendo meramente al fascismo como el enemigo era insuficiente porque, en aquel entonces, la población huésped creía que “el fascismo era un fenómeno estrictamente extranjero, característico particularmente de Alemania.” La propaganda retratando al fascismo como el enemigo, por lo tanto, iba a ser inefectiva para hacer que la población huésped vea sus propios valores como oposicionales y requiriendo destrucción. Refiriéndose a trabajos como La Personalidad Autoritaria, Flowerman escribe: “Abundan estudios en los cuales los sujetos adhieren a postulados del fascismo, aunque rechazan la etiqueta de fascista. La omnipresencia del prejuicio en tanto individuos hace difícil establecer un enemigo real.” (434) Él reconoce que “en mucha propaganda anti-tolerancia” el enemigo es definido como “Protestantes nativos blancos,” pero deja en claro que él desea que esto sea expandido por “razones lógicas y psicológicas.” Uno recibe la impresión de que eslóganes como “La Diversidad es nuestra Fortaleza” y “La Lucha contra el Odio” les habrían resultado muy satisfactorios.

*****

Nos encontramos ahora volviendo a nuestro punto de partida. “La historia entera es claramente absurda,” decía Jason Wilson de The Guardian, cuando discutía “teorías de la conspiración” sobre Marxismo Cultural. Consideren nuevamente a lo que él dice que esta “teoría de la conspiración” equivale:

La moda por las ideas de teóricos como Herbert Marcuse y Theodor Adorno en la contracultura de los 1960s, culminó con la ocupación por parte de sus acólitos, de las cúspides dirigentes de las más importantes instituciones culturales, desde las universidades hasta los estudios de Hollywood. Allí, la conspiración dice, ellos promocionaron e incluso aplicaron ideas que tenían como intención destruir los valores cristianos tradicionales y derrocar la libre empresa: feminismo, multiculturalismo, derechos homosexuales y ateísmo. Y esto, aparentemente, es de donde viene la corrección política. Les juro: eso es lo que realmente piensan… La teoría del Marxismo Cultural es además flagrantemente antisemita, nutriéndose de la idea de los judíos como una quinta columna derribando la civilización occidental desde dentro, un tropo racista que tiene una historia más larga que el Marxismo.

Ante los hechos tratados en este ensayo, semejante teoría parecería estar totalmente corroborada, sólo requiriendo algunas alteraciones como que el proceso comenzó antes de los 1960s e involucró muchas más figuras que el staff del Instituto de Investigación Social. El problema con gente como Wilson es que ellos mismos son la prueba de la misma “teoría de la conspiración” que refutan. Criado bajo medios controlados, saturado con propaganda pro-tolerancia, bombardeado psicológicamente con crisis tras crisis, despojado de orgullo cultural, consumido por culpa blanca, e influenciado por “sponsors” vendidos, él es el producto perfectamente crédulo de los protocolos de Samuel H. Flowerman y la camarilla de las comunicaciones masivas.

No disparatado, pero sí más o menos ridículo, Wilson se vuelve un pigmeo intelectual pisándoles los talones a sus superiores — aquellos que como el veterano en el estudio de Bettelheim, Shils y Janowitz, ven el verdadero origen de la propaganda y son patologizados por su perspicacia.


[1] Flowerman, S. H., “Mass propaganda in the war against bigotry,” The Journal of Abnormal and Social Psychology, 42(4), (1947) 429-439.

[2] S.H. Flowerman and M. Jahoda, “The study of man – can prejudice be fought scientifically?” Commentary, Dec., 1946.

[3] S. H. Flowerman, “Portrait of the Authoritarian Man,” New York Times Magazine, April 23 1950, 31.

[4] See for example, Richard Koszarski, “Subway Commandos: Hollywood Filmmakers at the Signal Corps Photographic Center,” Film History Vol. 14, No. 3/4, (2002), 296-315.

“Modificar los estándares del grupo propio”: Sobre los Judíos y la Comunicación de Masas — Parte I de II

“Para que la propaganda masiva en beneficio de grupos ajenos sea exitosa,  tendría que modificar los estándares del grupo propio.”
Samuel H. Flowerman, Propaganda Masiva en la Guerra contra la Intolerancia, 1974
.[1]

“La historia entera es claramente absurda [barmy].” Esto es lo que el periodista de The Guardian, Jason Wilson, tuvo para decir en un artículo del 2015 discutiendo “teorías conspirativas” sobre el Marxismo Cultural. Barmy, para los no iniciados, es un adjetivo británico informal con los significados “disparatado; loco; extremadamente tonto.”
Wilson continúa, intentando explicar “la historia entera”:

La moda por las ideas de teóricos como Herbert Marcuse y Theodor Adorno en la contracultura de los 1960s, culminó con la ocupación por parte de sus acólitos, de las cúspides dirigentes de las más importantes instituciones culturales, desde las universidades hasta los estudios de Hollywood. Allí, la conspiración dice, ellos promocionaron e incluso aplicaron ideas que tenían como intención destruir los valores cristianos tradicionales y derrocar la libre empresa: feminismo, multiculturalismo, derechos homosexuales y ateísmo. Y esto, aparentemente, es de donde viene la corrección política. Les juro: eso es lo que realmente piensan… La teoría del Marxismo Cultural es además flagrantemente antisemita, nutriéndose de la idea de los judíos como una quinta columna derribando la civilización occidental desde dentro, un tropo racista que tiene una historia más larga que el Marxismo.

Releyendo este artículo recientemente, me pregunté qué diría el Sr. Wilson si le dijera que poseo un documento donde un judío influyente vinculado a Marcuse y a Adorno inequívocamente delinea un esquema para la captura de los medios, el lavado cerebral masivo de las poblaciones blancas con propaganda multicultural, la manipulación de la cultura del grupo propio, para hacerla hostil a su propio sentido de etnocentrismo, la difusión de una cultura de corrección política, y, por último, la cooptación de Occidente por parte de un pequeño clique étnico, persiguiendo sus propios intereses bajo el disfraz de la “promoción de tolerancia.” Me pregunto qué diría si le dijera que el mismo judío operaba una red de cientos, sino miles, de otros judíos intelectuales involucrados en la misma única tarea — desbloquear una puerta “trasera” psicológica hacia la cultura blanca, para reorientarla completamente. Pienso que estoy acertado en asumir que el Sr. Wilson me llamaría “barmy,” y me acusaría de regurgitar los Protocolos de los Sabios de Sion. Sospecho que él creería que soy un fantasioso y anti-judío teórico de la conspiración. Sé que él descartaría incluso la posibilidad de que tal documento existiese. Y sin embargo sí existe.

El Contexto Intelectual

Es bastante posible que ninguno de ustedes haya escuchado el nombre de Samuel H. Flowerman, pero puedo decir con certeza que todos ustedes sin embargo, lo conocen. Si están incluso remotamente familiarizados con la Escuela de Fráncfort, entonces están familiarizados con un aspecto de su trabajo. Y, como pronto discutiremos, si se encuentran viviendo en una cultura lobotomizada para odiarse a sí misma, entonces conocen otro —aunque relacionado, — aspecto de su trabajo. Flowerman, debe ser reconocido, ha sido en gran medida olvidado por la historia. Él acecha entre las sombras más grandes dejadas por “los destierros.” Pero Flowerman fue, en ciertos aspectos, un miembro del círculo de la Escuela de Fráncfort como cualquier otro. Por supuesto, él no nació en Alemania. Tampoco fue un miembro de la Escuela de Fráncfort de Investigación Social. Flowerman nació en Manhattan en 1912, el nieto de un joyero que llegó en barco desde el distrito judío de Varsovia en 1885. Y sin embargo él alcanzaría más tarde suficiente influencia dentro de su propio grupo — como activista y psicólogo —, como para ejercer de Director de Investigación para el Comité Judío Estadounidense, y más célebremente, como para dirigir y coeditar la serie Estudios sobre Prejuicio, con Max Horkheimer.

Para la mayoría de quienes de hecho han escuchado sobre él, éste es quizá el mayor grado de su conocimiento sobre Flowerman. Y de no ser por un accidente, ciertamente también representaría los límites del mío. Muy recientemente, sin embargo, estaba haciendo algo de investigación sobre activismo judío en el fondo cultural precedente al Caso Brown contra el Consejo de Educación [Brown v. Board of Education], y me encontré, como tantas otras veces antes, cayendo en el abismo. Luego de haberme focalizado inicialmente en las figuras de Jonathan Kozol  y Horace Kallen (cuya influencia se extiende mucho más allá de la popularización de lo que él acuñó como “pluralismo cultural”), me encontré con un artículo del 2004 en la Revista de Historia Estadounidense [Journal of American History], de Daryl Scott de la Universidad Howard, titulado “Pluralismo de Posguerra, Brown contra el Consejo de Educación, y los Orígenes de la Educación Multicultural.”[2] Scott mencionaba a Flowerman debido al deseo de éste (pre-Brown), de inyectar teorías derivadas de Estudios sobre Prejuicio en el sistema educativo, creyendo que moldear a los niños era uno de los mejores métodos para lograr un cambio socio-cultural duradero y a largo plazo [ver aquí  la evidencia de que esta política sigue vigente hoy en día, en manos de la Liga Antidifamación].

Flowerman, un fan del psicoanálisis post-freudiano, poseía formación tanto en el estudio de la educación como de la comunicación de masas, y esto orientó fuertemente su pensamiento y su activismo. En particular, él tenía dudas de que la propaganda masiva pueda, por sí misma, directamente efectuar un cambio significativo entre las masas de blancos, y hacerlos abandonar su “prejuicio y autoritarismo latente” [i.e. reconocer su propio interés étnico]. En cambio, estaba fascinado por la manera en que la presión de grupo de pares ejercía influencia sobre los niños escolares individuales que él había estudiado, junto con la influencia potencial de los maestros tanto como modeladores de mentes cuanto como meros educadores. Por ejemplo, en un artículo de 1950 de la The New York Times Magazine titulado “Retrato del Hombre Autoritario,” Flowerman argumentaba que, para producir “personalidades menos susceptibles a ideas autoritarias, tenemos que  aprender cómo elegir mejores maestros y entrenarlos mejor; debemos verlos como ingenieros de relaciones humanas en vez de instructores de aritmética y ortografía.”[4]

El resultado combinado de su investigación y pensamiento en estas áreas fue su argumento de que debería ser deseable que la gente como él lograra controlar los medios masivos de comunicación. No sólo —sostenía Flowerman —, debería este control ser usado como propaganda “pro-tolerancia” general, sino también debería reformar los estándares del grupo propio — de esa manera, reformando las presiones de grupo de pares para que se vuelvan antagónicas al etnocentrismo del grupo propio. Su (entonces) altamente ambicioso objetivo era una cultura que se vigilara a sí misma: una cultura políticamente correcta, en la cual los blancos, vía presión de pares, se conformasen a nuevos valores — valores mucho más accesibles para los judíos. Sus opiniones y objetivos fueron resumidos más tarde por Herbert Greenberg, un colega y         co-étnico en la misma área, en 1957:

Flowerman des-enfatizó el valor y la efectividad de la propaganda como técnica para reducir prejuicio. Él también está de acuerdo con la concepción de que las técnicas basadas en estructuras de grupo y relaciones interpersonales son las más efectivas.

Flowerman y Greenberg fueron sólo dos miembros de lo que fue efectivamente una serie de batallones interconectados de psicólogos y sociólogos judíos operando con un tipo de fervor religioso en los campos de “estudios de prejuicio,” formación de opiniones, y medios masivos de comunicación entre los años 1930s y 1950s, todo con el objetivo de “desbloquear” la mente del blanco y abrirla a la “tolerancia.” En una remarcable invasión (y creación) de disciplinas similar al diluvio judío, sobre las ciencias médicas y raciales en los 1920s y 1930s, los judíos también inundaron, y luego dominaron, los campos de investigaciones de opinión y de comunicaciones de masa — áreas de investigación que se solapaban tan frecuentemente bajo académicos judíos como Flowerman, que eran prácticamente indistinguibles.

Incluso una revisión rápida de la lista de los Presidentes anteriores  revela que los judíos estaban vastamente sobrerrepresentados, si no dominaban, la membresía y las presidencias tanto de la Asociación Norteamericana para la Investigación en Opinión Pública (AAPOR), como de la Asociación Mundial para la Investigación en Opinión Pública (WAPOR). Y de los 4 académicos considerados como los “padres fundadores” de la investigación en comunicaciones de masas en Estados Unidos, dos (el vienés Paul Lazarsfeld y Kurt Lewin) fueron judíos. De los dos padres fundadores euroamericanos, la mayoría de los estudiantes de posgrado de Harold Lasswell fueron judíos[6] (v. gr. Daniel Lerner, Abraham Kaplan, Gabriel Almond, Morris Janowitz, y Nathan Leites) y él además auspició el proyecto sobre antisemitismo del Instituto de Investigación Social. El cuarto, Carl Hoveland, tuvo un círculo igualmente judío a su alrededor en Yale, donde dirigió un equipo de investigadores junto con Milton Rosenberg y Robert Abelson. El historiador Hynek Jeřábek nota que la influencia de Lazarsfeld en particular, no puede subestimarse — para el año 1983, 7 años después de su muerte, “los directores de investigación social en las tres más grandes redes de medios de comunicación, CBS, ABS, y NBC, eran todos antiguos alumnos suyos.”[8] Otro judío, Jay Blumler, ha sido llamado “el padre fundador de los estudios británicos de medios de comunicación.[9]

De hecho, la dominancia judía en el estudio de la opinión pública (y el potencial para su manipulación) simplemente no puede ser sobrevalorada. Además de aquellos ya nombrados, Joseph Klapper, Bernard Berelson, Fritz Heider, Leo Bogart, Elihu Katz, Marie Jahoda, Joseph Gittler, Morris Rosenberg, Ernest Dichter, Walter Weiss, Nathan Glazer, Bernard J. Fine, Bruno Bettelheim, Wallace Mandell, Hertha Hertzog, Dororthy Blumenstock, Stanley Schachter, David Caplovitz, Walter Lippmann, Sol Ginsburg, Harry Alpert, Leon Festinger, Michael Gurevitch, Edward Shils, Eugene Gaier, Joseph Goldsen, Julius Schreiber, Daniel Levinson, Herbert Blumer, I. M. A. Myers, Irving Janis, Miriam Reimann, Edward Sapir, Solomon Asch, y Gerald Wieder fueron sólo algunos de los cientos de fuertemente influyentes académicos trabajando en estos campos, que nacieron en familias judías, se asociaron fuertemente con otros judíos, contribuyeron con trabajo para organizaciones judías, se casaron con co-étnicos, y sin embargo se interesaron con un cierto grado de fanatismo, en la opinión y el etnocentrismo de los blancos en Estados Unidos. Esto sin decir nada sobre sus estudiantes de posgrado, que se contaban por miles.

A pesar de algunas diferencias superficiales en los títulos de “investigación de opinión,” “estudios de prejuicio,” y “comunicación de masas,” todos estos académicos trabajaron conjuntamente en cierta medida, si no directamente (en organizaciones o en artículos coescritos), entonces vía asociaciones mutuas. Por ejemplo, es un hecho histórico que, además de que tres de los cuatro padres fundadores de la comunicación de masas fueron judíos, los tres estuvieron íntimamente involucrados con la Escuela de Fráncfort y la más amplia agenda judía de ‘adaptar’ la opinión pública. Paul Lazarsfeld y Kurt Lewin, los dos gurús de la comunicación de masas, asistieron juntos a una conferencia sobre antisemitismo organizada por el Departamento de Investigación del Comité Judío Norteamericano (dirigida por Samuel H. Flowerman) y la facción de Berkeley de la Escuela de Fráncfort en el exilio (dirigida por Theodor Adorno).[10] David Kettler y Gerhard Lauer también mencionan que Lazarsfeld estaba en comunicación regular con Max Horkheimer, era “fuertemente favorable al Círculo de Horkheimer y su trabajo,” e incluso le suministró a éste “notas y recomendaciones para el inédito ‘Antisemitismo entre Obreros Estadounidenses’ del círculo de Horkheimer.[11] Él también fue colega en Columbia y confidente cercano de Leo Lowenthal.[12] Para finales de los 1940s, la ex esposa y madre de los hijos de Lazarsfeld, Marie Jahoda, había incluso llegado a actuar como el nexo del Comité Judío Estadounidense entre Horkheimer y Flowerman, y además coescribió un número de artículos sobre “prejuicio” con comentarios de Flowerman.

Uno ya debería ahora empezar a ver conexiones claras formándose entre el Comité Judío Norteamericano, la Escuela de Fráncfort, “estudios de prejuicio,” dominación judía del campo académico de “comunicación de masas,” y finalmente, el flujo de influencia desde este campo hacia los medios masivos (más claramente en las posiciones obtenidas rápidamente en CBS, ABC, y NBC, por los alumnos de Lazersfeld). Estas conexiones serán importantes más adelante.

Una hipótesis de trabajo razonable para semejante concentración de judíos mutuamente interconectados (frecuentemente desde diferentes países) en estas áreas de investigación, podría ser que la identidad judía y los intereses judíos jugaron una parte significativa en sus elecciones de carrera, y que la tendencia fue luego acelerada mediante nepotismo étnico y promoción dentro del grupo. Jeřábek parece estar de acuerdo, cuando declara que “el origen judío de Paul Lazarsfeld, o el hecho de que mucha gente alrededor suyo en Viena fuera judía, puede ayudar a explicar sus futuras afinidades, amistades, o decisiones.”[13]

Dejando de lado el profundo contexto histórico de conflicto entre judíos y europeos, una explicación contingente y contemporánea podría consistir en que los judíos fueron movidos hacia campos tratando la opinión de masas y las percepciones de prejuicio, debido a que se sentían profundamente disturbados por el ascenso del Nacional Socialismo.

Una explicación más general, pero quizá más convincente, considerando sus actividades en el tiempo, es que estos judíos se sentían de hecho disturbados ante cualquier forma de cultura blanca huésped, étnicamente definida y asertiva. Por ejemplo, algunos de los académicos nacidos en el exterior arriba nombrados, tales como Marie Jahoda o Ernest Dichter, habían sido arrestados y detenidos en la Viena pre-Anschluss, pre-Nacional Socialista, como subversivos culturales y políticos a principios de los 1930s. Ellos entonces lograron llegar a los Estados Unidos o al Reino Unido, donde continuaron más o menos con la misma conducta. Es altamente probable que estos individuos hayan buscado tanto entender como cambiar los mecanismos de la opinión y de la comunicación de masas en sus poblaciones huéspedes, para hacerlas más dóciles a los intereses judíos. Cuando eran efectivamente exiliados de una población huésped, ellos meramente trasplantaban sus ambiciones a una nueva. La única hipótesis alternativa, durante largo tiempo utilizada en apologética judía para cualquier instancia similar de sobrerrepresentación judía, es que grandes números de judíos mutualmente interconectados se juntaron en estas disciplinas puramente por accidente. Nathan Cofnas y Jordan Peterson, por ejemplo, podrían argumentar que los judíos accidentalmente entraron en estas áreas en masse, simplemente debido a que poseen un alto coeficiente intelectual y gustan de vivir en ciudades. El problema con semejantes razonamientos es que el trabajo producido por estos académicos y activistas estuvo tan fuertemente focalizado contra la opinión de los Blancos estadounidenses — en vez de aparecer accidental o al azar —, que indica de manera consistente, que estos académicos entraron al campo de las comunicaciones de masas con una agenda clara y en común. Por ejemplo, el académico judío de medios masivos de comunicación Bernard Berelson no fue sólo un investigador en opinión pública, sino que también condujo una serie de tests de propaganda sobre cómo hacer que los blancos norteamericanos consideren su propio etnocentrismo como algo aborrecible. En 1945 condujo un estudio en el que un dibujo animado que establecía conexiones entre el fascismo y la cultura norteamericana, fue presentado ante el público. El dibujo animado, titulado “Los fantasmas van hacia Occidente…,” mostraba fantasmas abandonando las tumbas de Hitler, Mussolini, y Goebbels, y volando hacia Estados Unidos llevando consigo carteles que decían: “Abajo con los sindicatos, los extranjeros, los judíos, los católicos, y los negros.” El mensaje era claramente que la “intolerancia” en Estados Unidos era básicamente el fantasma demoniaco del fascismo. Interesantemente, sin embargo, el estudio encontró que los judíos expuestos a este dibujo animado estaban tan fijados en el cartel que perdieron el mensaje subyacente, y creyeron que dicho dibujo animado había sido una creación de la ultra derecha. La potencialmente confusa naturaleza de esta pieza significó que nunca fue implementada como arma de propaganda “pro-tolerancia.”[14]

Berelson fue además también colega y amigo de Frederick S. Jaffe, el entonces vicepresidente judío de Planned Parenthood. Tanto Jaffe como Berelson más tarde se volvieron algo famosos debido a un memo (conocido en historia como el Memo Jaffe) enviado en 1969 desde el primero hacia el último, en el cual el sociópata anti-blanco Jaffe expuso su propia serie de protocolos, incluyendo una tabla que resumía varias proposiciones de varias fuentes en relación a control poblacional. Esta tabla contenía propuestas tales como abortos obligatorios para nacimientos fuera del matrimonio, esterilización para mujeres con más de dos hijos, fomento de la homosexualidad, y el fomento del trabajo femenino. Ambos habrían de trabajar juntos más tarde en el infame Informe de la Comisión Rockefeller de 1972, el cual incorporó varias propuestas de Jaffe. Vemos por lo tanto, más nexos entre judeidad, “estudios de prejuicio,” disciplina de los estudios de comunicación de masas, y de manera más general, activismo judío anti-blanco.

En realidad, el trabajo de todos estos académicos orbitó sobre los mismos temas, si no abiertamente, entonces en secreto (como en el caso del trabajo de Lazarsfeld con el Instituo de Investigación Social). Marie Jahoda, la subversiva ex austríaca, produjo una serie de estudios que fueron meras variaciones sobre el tema del etnocentrismo blanco, algo que ella patologizó célebremente en Antisemitismo y Desorden Emocional (1950), [15]   En el mismo año, Morris Janowitz y Bruno Bettelheim trabajaron juntos para producir Dinámica del Prejuicio.[16] Herbert Blumer produjo “El Prejuicio de Raza como un Sentido de Posición de Grupo.” [19] Fritz Heider trabajó con Kurt Lewin y Solomon Asch para descubrir las maneras en que la conformidad podría alterar la conducta de grupo y las opiniones individuales. [20] Ernest Dichter creía que sus estudios sobre comunicación de masas en marketing podrían conducir al desarrollo de técnicas persuasivas que podrían “detener la nueva ola de antisemitismo.” [21] EL trabajo de Walter Weiss trató sobre “comunicación de masas, opinión pública, y cambio social, en cuanto se relacionan al cambio de actitudes raciales.” [22] Y además de su trabajo sigiloso con el Instituto de Investigación Social, Paul Lazarsfeld, mientras trabajaba en el Bureau de Investigación Social Aplicada en la Universidad de Columbia, introdujo la noción de “contabilidad social,” un servicio sistemático que habría de notar y evaluar “el prejuicio” en cualquier material que apareciera en los medios masivos de comunicación. Podría continuar. 

Marie Jahoda

Lo que vemos aquí es el origen de una gran empresa conjunta judía, cuyo objetivo consiste en el desciframiento y la alteración de la opinión pública de los blancos estadounidenses. Esto no es una teoría de la conspiración, sino un hecho establecido y demostrable. En cierto sentido, la Escuela de Fráncfort, o el Instituto para la Investigación Social, fueron sólo la punta del iceberg. Horkheimer, Adorno y otros, se basaron en, e inspiraron a un gran ejército de académicos judíos trabajando en los campos de opinión pública y comunicación de masas. Éste fue un cuerpo de académicos y activistas ávidos por traducir en acción las teorías sobre “el prejuicio y la personalidad autoritaria” — cambiar la opinión y el pensamiento de la población huésped. Ellos continuarían desarrollando formas para evaluar y analizar futuros objetivos, y sus estudiantes habrían de tomar posiciones dominantes en los campos de los medios masivos y la comunicación de masas. En muchos casos estos académicos hablan abiertamente de la necesidad de controlar los medios y de la diseminación masiva de propaganda sofisticada (todo lo que pudo ser evaluado y perfeccionado a costa de sus universidades, en nombre del ‘estudio de prejuicio’). De todos estos activistas, sin embargo, ninguno produjo un trabajo tan contundentemente subversivo como el ensayo de Samuel Flowerman de 1947 “Propaganda de Masas y la Guerra contra la Intolerancia.” Es sobre los protocolos de Samuel H. Flowerman, que dirigimos ahora nuestra atención.

Parte 2.


[1] Flowerman, S. H., “Mass propaganda in the war against bigotry,” The Journal of Abnormal and Social Psychology, 42(4), (1947) 429-439.

[2] D. M. Scott, “Postwar Pluralism, Brown v. Board of Education, and the Origins of Multicultural Education,” Journal of American History, Vol 91, No 1 (2004), 69–82.

[3] For an example of Flowerman’s thoughts on Freud and psychoanalysis see S. H. Flowerman, “Psychoanalytic Theory and Science,” American Journal of Psychotherapy, Vol. 8, No. 3, 415-441.

[4] S. H. Flowerman, “Portrait of the Authoritarian Man,” New York Times Magazine, April 23 1950, 31.

[5] Herbert Greenberg, “The Effects of Single-Session Education Techniques on Prejudice Attitudes,” The Journal of Educational Sociology, Vol. 31, No. 2 (1957), 82-86, 82.

[6] Ido Oren, Our Enemies and US: America’s Rivalries and the Making of Political Science, (Ithaca: Cornell University Press, (2003), 13.

[7] Thomas Wheatland, The Frankfurt School in Exile (Minneapolis: University of Minnesota Press, 2009), 384.

[8] Hynek Jeřábek, Paul Lazarsfeld and the Origins of Communications Research, (New York: Routledge, 2017), 18.

[9] James Curran, “Jay Blumler: A Founding Father of British Media Studies,” in Stephen Coleman (ed) Can the media save democracy? Essays in honour of Jay G. Blumler (London: Palgrave, 2015).

[10] John P. Jackson and Nadine M. Weidman, Race, Racism, and Science: Social Impact and Interaction (New Brunswick: Rutgers University Press), 176.

[11] David Kettler and Gerhard Lauer, Exile, Science and Bildung: The Contested Legacies of German Emigre Intellectuals (New York: Palgrave, 2005),  184.

[12] James Schmidt, “The Eclipse of Reason and the End of the Frankfurt School in America,” New German Critique 100 (2007), 47-76, 47.

[13]Jeřábek, Paul Lazarsfeld and the Origins of Communications Research, 23.

[14] Bureau of Applied Social Research, “The Ghosts Go West”: A Study of Comprehension, (Unpublished), 1945, Directed by Bernard B. Berelson. Cited in Flowerman, S. H., “Mass propaganda in the war against bigotry,” 438.

[15] See for example, “The dynamic basis of anti-Semitic attitudes,” The Psychoanalytic Quarterly, Vol. 17, No. 2, (1948); “The evasion of propaganda: How prejudiced people respond to anti-prejudice propaganda” The Journal of Psychology, 23 (1947), 15-25; Studies in the scope and method of “The authoritarian personality. (New York, NY, US: Free Press, 1954); “Race relations in Public Housing,” Journal of Social Issues, Vol. 7, No. 1-2 (1951).

[16] Morris Janowitz and Bruno Bettelheim, Dynamics of Prejudice (New York: Harper and Brothers, 1950).

[17] Joseph Gittler, “Measuring the Awareness of the Problem of Group Hostility,” Social Forces, Vol. 34, No. 2 (Dec., 1955), 163-167.

[18] Joseph Gittler, ”Man and His Prejudices,” The Scientific Monthly, 69 (1949 ), 43-47.

[19] Herbert Blumer, ““Race Prejudice as a Sense of Group Position,” Pacific Sociological Review, 1 (Spring 1958), 3-7.

[20] Irvin Rock and Stephen Palmer, “The Legacy of Gestalt Psychology,” Scientific American, Dec 1990, 84-90, 89.

[21] Ernest Dichter, The Strategy of Desire (New York: Routledge, 2017), 15.

[22] Bert T. King and Elliott McGinnies, Attitudes, Conflict, and Social Change (New York: Academic Press, 1972), 124.

 

 

 

 

“A necessidade do antissemitismo”

 Um abismo sempre existiu entre europeus e semitas, desde quando Tácito reclamou do “odium generis humani”.
(Heinrich von TREITSCHKE)

Em 1989, o roteirista e jornalista judeu Frederic Raphael foi convidado a proferir palestra no Instituto Parkes de Pesquisa das Relações entre Judeus e Não Judeus, pertencente à Universidade de Southampton, por ocasião do 25º aniversário desse Instituto. Fundado pelo pastor Dr James Parkes (1896–1981), um neurótico ministro da Igreja Anglicana que dedicou sua vida a promover o filossemitismo no seio da Cristandade e narrativas autoinculpantes entre os cristãos (em 1935 ele era celebrado pelos judeus e sofreu tentativa de assassinato da parte dos nacional-socialistas), o tal Instituto logo se converteu num centro de propaganda judaica disfarçado de instituição acadêmica. Em vez de oferecer análises objetivas sobre as relações de judeus com não judeus, o dito Instituto fomentava as manjadas narrativas de que os judeus eram vítimas inocentes do catastrófico e completamente irracional ódio europeu. Raphael, sentindo-se honrado como orador na comemoração dos 25 anos do projeto, houve por bem apelar à provocação e ao sarcasmo nesse evento. Assim, ele escolheu a frase “A necessidade do antissemitismo” como título do seu discurso.  “Poderia ser o título de um livro”, disse Raphael, “e esse livro poderia estar na biblioteca do Instituto Parkes, a não ser pelo fato de que tal livro nunca foi escrito, não existe”, completou ele.

Na tortuosa exposição que se seguiu, Raphael falou dos supostos conteúdos desse livro imaginário, sugerindo seus potenciais argumentos e o que eles revelariam sobre seu autor e sobre a cultura europeia. Confirmando a opinião de todos os presentes, Raphael disse estar certo de que esse livro espectral e perturbador, embora não existisse, seria produto assombroso que não estaria fora de lugar num continente onde o antissemitismo era “premissa permanente e fundamental da tenebrosa e irregenerada lógica da Europa”.[1] Para Raphael e sua presunçosa audiência, A necessidade do antissemitismo serviria apenas de justificação para a cabeça doente do europeu. O antissemitismo seria então, de fato, extremamente ilógico e, num sentido moral, completamente desnecessário.

Desde que li o discurso de Raphael vários anos atrás, A necessidade do antissemitismo também me deixou assombrado num certo sentido. Não existe livro que corresponda a esse título, conforme dissemos. Entretanto, milhares de tratados, panfletos e livros com esse mesmo teor terão sido escritos sobre a Questão Judia por autores europeus ao longo de muitos séculos. Nessa literatura  de apologia antissemítica, A necessidade do antissemitismo estará presente nas várias modalidades de diferentes perspectivas religiosas, políticas e sociais.  Mas como seria o livro se de fato fosse escrito hoje? Como poderia um autor tratar dos vários aspectos da Questão Judia num único volume? No ensaio que se segue, em parte literário, em parte historiográfico, eu quero que nos juntemos a Raphael na suposição de que o livro fantasmal exista realmente, embora nós o vejamos de um ponto de vista contrário.

Eu imagino que nosso autor faça a introdução do seu volume explanando em termos gerais A necessidade do antissemitismo, apontando a presença dos judeus e de sua influência nas quatro culturas fundamentais que levaram ao declínio branco. Nomeadamente: a cultura da crítica, a cultura da tolerância, a cultura da esterilidade e a cultura da usura.

A cultura da crítica

O capítulo intitulado “A cultura da crítica” é uma piscadela dada a Kevin MacDonald e, também, uma ampliação do trabalho dele. Começando esse capítulo, nosso autor recordaria a famosa observação do historiador judeu Louis Namier (1888-1960), quando lhe perguntaram por que ele não se ocupava da história judaica: “Os judeus não têm uma história, eles têm um martirológio”. Este martirológio é o que jaz no coração da cultura da crítica. Enquanto quase toda nação tem uma história objetiva sob muitos aspectos, só os judeus possuem uma simples semi-história eivada de míticos e esotéricos autoenganos que dão permissão psicológica para os comportamentos sociais mais tribais e subversivos e para as atitudes mais hostis para com outros povos. A cultura da crítica, uma espécie de vingança cultural inspirada no martirológio judaico, é a mais clara expressão da corrosiva natureza das desastrosas relações de judeus com não judeus, as quais o reverendo James Parkes pranteia em desgraçado engano.

Na cabeça do judeu, a corrosiva natureza de sua interação com os povos europeus sempre foi pensada como algo de aspecto heroico. Uma farsa é representada para os próprios judeus, assim como para nós, de sorte que vejamos nessa interação um excepcional e virtuoso questionamento da parte de críticos infiltrados, como de outros do lado de fora, unicamente posicionados para cumprir a providencial finalidade de denunciar as mazelas da cultura ocidental. Os judeus acreditam possuir especiais talentos quanto a isso — talvez possuam mesmo, em certo sentido perverso — mas em todo caso, na grande dissimulação deles, eles estão nos dissolvendo “para o nosso próprio bem”. David Dresser and Lester Friedman, acadêmicos judeus da mídia, argumentam que os cineastas judeus possuem uma singular e indefectível objetividade, a qual atribuem ao seu judaísmo. Eles escrevem que “A marginalidade dos artistas judeus dá-lhes um ponto de vista privilegiado que outros pensadores criativos mais culturalmente integrados não têm”.[2] Isso bate muito bem com o que disse um escritor no Times of Israel, ao comentar as atividades de um político judeu chamado Alan Shatter, que destruiu as bases jurídicas da família na Irlanda, dando conta de que “o judaísmo de Shatter era uma vantagem, pois o libertava do fardo cultural que pesava sobre os seus homólogos católicos”. Exatamente como a Escola de Francforte, esses heróis culturais conhecem-nos melhor do que nós mesmos, o que torna possível que nos ajudem a perceber o quanto nós somos irracionais, malignos, preconceituosos e necessitados da redenção judaica. Nós estamos sempre sendo advertidos pelos nossos tutores judeus de que os ensinamentos que eles nos ministram servem ao próprio bem do Ocidente. Eles nos libertam de nossa “bagagem”.

Na realidade, o que eles querem com tudo isso é a nossa destruição. A Crítica, a que faltam objetivos coerentes para além da vontade de corromper, não termina nunca. Ela está sempre a procura de novas e puras feições da cultura ocidental para cobrir de lama. O “Discurso do rabino”, uma passagem do romance de Hermann Goedsche intitulado Biarritz, publicado em 1868, é uma obra de ficção, mas muitos fatos e instintos inspiraram seu autor. Numa noite, no cemitério dos judeus de Praga, o rabino de Goedsche dirige uma reunião secreta com os chefes das treze tribos de Israel. Ali ele fez a promessa seguinte: “Nós haveremos de extirpar todas as crenças, toda a fé em tudo o que os nossos inimigos cristãos  respeitaram e veneraram até hoje, nós usaremos o encanto das paixões como arma na guerra aberta que moveremos contra tudo o que até hoje mereceu respeito e veneração”.

O espírito da coisa é esse mesmo, mas nem tudo se passa conforme a sugestão de Goedsche. Não há reuniões clandestinas em cemitérios à meia-noite ou encontros dos sábios de Sião, o que existe, em vez disso, é um instinto coletivo que defende com ânimo cáustico interesses compartilhados. E, na realidade, a cultura da crítica não corresponde a declaração de guerra aberta, senão a trabalho de sapa acobertado pelo disfarce da amizade, da medicina, da libertação. [Franz] Boas minou a confiança na cultura ocidental, enquanto alegava que libertava os ocidentais dos erros e fardos do chovinismo. Freud perverteu tudo o que era sagrado em relação ao sexo e ao casamento, chamando o que fez de “terapia”. Marx chamou os trabalhadores do mundo a que se unissem e conseguiu mesmo uni-los — nas filas de comida, nos gulagues e nas fossas coletivas da Ucrânia, onde morriam à míngua. A guerra foi fragorosa e sanguinariamente travada, mas silenciosa e subversivamente declarada.

Na verdade a guerra não terminou ainda, mesmo que eles já tenham derrubado “tudo o que as pessoas respeitam e veneram”. As igrejas estão infiltradas, foram completamente derrotadas e são ridicularizadas e desprezadas. A história da Cristandade foi colocada no moedor de carne que é o aparato intelectual judaico e dessa máquina ela emerge hoje como uma novela sinistra de perseguição e escravismo. Concha esvaziada de sua pérola, a Igreja agora guarda apenas a tolerância ilimitada. Nem as maiores figuras históricas do Ocidente, mesmo quando avessas à religião, sobreviveram à cultura da crítica. E quando, no apanágio de sua perspicácia, os nossos tutores judeus se cansam de bostejar reputações, eles usam os procuradores de sua etnia e começam a derrubar estátuas, remover nomes e queimar retratos. Nenhum aspecto da cultura ocidental quiseram deixar de pé. Sua ciência, sua filosofia e seus sistemas morais foram vilipendiados, ridicularizados e furiosamente atacados; cada soneto, cada concerto ou avanço tecnológico terá servido — de forma meio obscura, mas decisiva — para a instalação de campos de concentração da Segunda Guerra na Polônia, e dizem com ar de seriedade que nesses lugares os passarinhos não cantam até hoje.

Entretanto, visitei o que restou de um desses campos e, ao contrário do que dizem, os passarinhos cantavam, sim. Não há mistério nenhum lá. A vida continua. As crianças que as escolas mandam para lá riam e rabiscavam velhas portas e camas-beliches, enquanto os adultos mostravam preocupação com a possibilidade de estarem sendo observados, procurando parecer solenes e comovidos em sua frieza e sem-graceira.

Nosso autor teria concordado conosco, indicando no livro A necessidade do antissemitismo que as histórias de campos de concentração são a joia da coroa do martirológio judaico e até mesmo o mecanismo da mais avançada forma da cultura da crítica. Passados quase 55 anos desde que foi escrito, o livro de Jerzy Kosiński intitulado O pássaro pintado volta a ser notícia. Trata-se de suas memórias do tempo da Guerra e desses famosos campos da Polônia. O livro está repleto de estupros de crianças, zoofilia e descrições de extrema violência, como a de olhos humanos que são arrancados para alimentar gatos. Na verdade, a obra é uma grande fraude, já bem desmascarada, um alucinado pastiche das fantasias psicossexuais do próprio Kosiński. Mas nada disso impediu que desse livro fizessem um filme bastante elogiado pelos críticos, mesmo que as pessoas vomitassem vendo as cenas, passassem mal e fossem embora dos cinemas. Possivelmente agora, quando prevalece a cultura da crítica, muitos brancos sintam-se agradecidos por terem sido advertidos de quão malvados eles foram em relação aos judeus, aceitando cada condenação como a dose de um remédio. Joanna Siedlecka, jornalista e biógrafa de autores, estudou a vida de Kosiński, tendo chegado à conclusão de que “[O pássaro pintado] não tem nada a ver com a verdadeira infância de Kosiński; ele inventou aqueles horrores, tendo ele mesmo estado muito bem, enquanto os campônios se arriscavam para homiziar toda a família dele. […] Kosiński ainda é tratado como uma vítima, mesmo que agora saibamos muito mais sobre sua biografia. Sabemos, por exemplo, que os poloneses não o torturaram.”

Em A necessidade do antissemitismo, nosso autor escreveria que o exemplo de Kosiński e os judeus corresponde perfeitamente à relação histórica de judeus com europeus. Alguém que estudasse a história desses dois povos poderia tentar mostrar a realidade da situação e, ainda assim, o judeu “continuaria a ser tratado como vítima”. E esta “vítima” arroga-se a condição de árbitro moral e crítico superior a tudo e todos. Armados com o pastiche histórico sadomasoquista bem próprio deles, os ativistas judeus já passaram da crítica à ação para finalmente vencer a guerra racial. Eles negam isso, dizendo que se trata de pérfida teoria conspiratória. Mas, na realidade, eles fazem lembrar aquela história do irlandês que nega ter roubado um balde, acrescentando a injuriosa crítica de que, de qualquer forma, o balde estava furado. Os judeus negam veementemente que tenham alguma coisa a ver com a decadência da cultura ocidental, acrescentando a injuriosa crítica de que, de qualquer forma, a cultura ocidental é podre, doente, racista, intolerante e irracional. Ao negar sua responsabilidade, os judeus acabam por admiti-la. Essa é a essência da cultura da crítica.

A cultura da tolerância

Este capítulo do livro pode começar com a observação de que a cultura da tolerância é filha da cultura da crítica. Quando é que o judeu começou a convocar os brancos para a autoextinção em seus próprios países? Nosso autor pode responder dizendo que a chamada para a morte começou quando foi da primeira penetração judaica na cultura europeia — não penetração no território europeu, mas na cultura europeia. Não foi Moses Mendelssohn (1729–1786) celebrado como o primeiro judeu “assimilado”, o primeiro verdadeiro intelectual judeu a desejar ser “parte da cultura germânica”, o primeiro a pregar pela “tolerância”? Ora, para onde é que Mendelssohn, o primeiro “alemão de fé judaica”, queria realmente conduzir os europeus? Não há dúvida quanto a isso, a resposta está nos registros históricos. Ele, sequiosa e descaradamente, perguntava: “Por quanto mais tempo, por quantos milênios a mais, deverá existir essa distinção entre os nativos de uma terra e os estrangeiros? Não seria melhor para a humanidade e a cultura que fosse obliterada tal distinção?” [3][grifo nosso].

Aí está: a primeira intrusão judaica na cultura ocidental consistiu num chamado pela abolição das fronteiras, pela migração e pelo direito de ocupação reconhecido a estrangeiros.

Desde o seu começo, o ativismo judaico na cultura ocidental buscou solapar a posição dos donos da terra e promover a “tolerância”, conforme convinha aos judeus. Considera-se que a obra de Mendelssohn intitulada Sobre o melhoramento civil dos judeus, de 1781, deu significativa contribuição para a ascensão inicial da “tolerância” na cultura ocidental. Entretanto, a palavra “Tolerância” tem certa acepção que a propaganda esconde. No campo semântico da medicina, essa curiosa palavra significa “O estado imunológico caracterizado pela ausência de resposta a toxina específica ou substância estranha que induz uma imunorreação no organismo, especialmente a produção de anticorpos.”

Não seria isso exatamente o que Mendelssohn preconizou quase 250 anos atrás, ou seja, que os donos da terra sofressem de imunodepressão, que ficassem sem defesa imunológica, mesmo quando toxinas se infiltrassem em seu corpo? Devemos perguntar como a tolerância acabou sendo considerada uma virtude. A resposta é a seguinte: a tolerância tornou-se virtude por força da intrusão judia na cultura ocidental.

Agora a cultura da tolerância já conta mais que dois séculos. Ela amadureceu lentamente, mas não há dúvida de que já chegou à maioridade. O trabalho de Kevin MacDonald demonstrou cabalmente que grupos organizados de judeus financiaram e realizaram a maioria dos trabalhos destinados a derrubar a lei americana da imigração de 1924, que finalmente caiu em 1965. Brenton Sanderson também revelou que os movimentos intelectuais e os ativismos etnopolíticos judeus foram a razão principal para o encerramento da política da Austrália branca — uma mudança política a que se opunha a vasta maioria da população australiana. Eu tenho escrito sobre quão conspícua foi a participação judia nas dramáticas mudanças das leis britânicas sobre cidadania, raça e censura desde 1950 até 1990. Um ministro da Justiça judeu mudou o processo de naturalização de estrangeiros na Irlanda, escancarando o país para africanos e paquistaneses. Atualmente os judeus dominam as ongues por trás das migrações de massa, comprovadamente detendo cargos executivos nas entidades seguintes: International Rescue Committee, International Refugee Assistance Project, American Civil Liberties Union (ACLU), National Immigration Justice Center, Equal Justice Works, The Immigrant Defense Project, National Immigration Law Center, Lawyer’s Committee for Civil Rights Under the Law, Northwest Immigrants Rights Project, the Asylum Advocacy Project, Refugee Council USA, the New York Civil Liberties Union, American Immigration Council, The Immigrant Learning Center, the Open Avenues Foundation, the Political Asylum/Immigration Representation (PAIR) Project, Central American Legal Assistance, Halifax Refugee Clinic e a UK Refugee Law Initiative. Aliás, o conselheiro de política para a imigração da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos não é um católico, mas uma mulher judia.

A emigração de massa do Terceiro Mundo para o Ocidente, para a Europa, especialmente, resulta de um projeto judeu. Este projeto é administrado por judeus, promovido por judeus, explicado e justificado por judeus. Ele tem por causa a necessidade judia — tão antiga quanto o livro de Mendelssohn, se não mais antiga — de defraudar os donos da terra e entregar o solo a estrangeiros em nome de tolerância.

Tal qual fizeram com a cultura da crítica, os judeus oferecem-nos a cultura da tolerância como se por gesto de amizade. Com largos sorrisos e verbosidade melíflua, eles garantem que estaríamos perdidos se não eliminássemos “a distinção entre os donos da terra e os estrangeiros”. Afinal de contas, não é que, felizmente, fomos admoestados sobre o desvalor, a imoralidade, o chovinismo, a corrupção, a falsidade de nossa cultura? Por que não importarmos novas e mais vibrantes culturas? Assim nós poderíamos viver uma vida mais excitante e, melhor ainda, provaríamos que somos moralmente dignos da aceitação por parte dos nossos amigos judeus, os inocentes mártires da humanidade. E devemos acatar as advertências deles, porque o que dizem faz todo o sentido. Afinal de contas, nós precisamos dos desempregados africanos para pagar nossas pensões, precisamos dos terroristas islâmicos para cuidar das nossas populações envelhecidas, precisamos de milhões de imigrantes a mais para resolver o nosso problema de falta de moradia. Nós precisamos de uma maré de trabalho barato para aumentar os nossos salários. Nós precisamos de gente despreparada nos hospitais para fazer cirurgias, recuperar nossa saúde e cometer crimes sexuais. Nós precisamos tolerar a burca para demonstrar quão profundo é o feminismo da nossa sociedade. Nós precisamos expressar o nosso patriotismo, negando que existamos como um povo. Nós precisamos de mais mordaças na lei para garantir o direito à livre expressão. E, mais importante do que tudo, nós precisamos combater o racismo na nossa sociedade para levar a raça branca à extinção em todo lugar.

Nossos prestimosos amigos valem-se de meios diversos para nos passar esse tipo de “orientação”. Na sua “generosidade”, eles lançam sobre nós um bombardeio de lixo televisivo, retratando o multiculturalismo assim como ele não é na realidade. A mágica cinematográfica judaica é uma forma de alquimia cultural. A criminalidade e a hipossuficiência acadêmica dos negros são levadas ao laboratório de Hollywood e, então, assaltantes e estupradores transformam-se em personagens da elite intelectual sob assédio amoroso de ninfas loiras. Alternativamente, Hollywood toma a estabilidade e a tranquilidade das famílias da classe média branca e, então, seus lares demudam-se num antro claustrofóbico de neurose, intolerância e repressão.

Quando num estado de espírito menos generoso, nossos amigos judeus arrogam-se o direito de manipular o currículo escolar de nossos filhos; mas, quando contrariados, ficam furiosos, então cassam o direito à liberdade de expressão e mandam desafetos para a cadeia. Por outro lado, se alguém tentar coibir alguma prática cultural judia, proscrevendo, por exemplo, o rito tribal da circuncisão, eles revidam com algumas das outras armas de sua panóplia: a chantagem, a calúnia, a implacável guerra econômica, conforme ficou demonstrado quando a soberana nação da Islândia sofreu ameaças da ADL. Isso que se passou na Islândia lembra-nos da história do irlandês e do balde. Os judeus negam que tenham influência excessiva, mas acrescentam que, se nalgum país alguém repetir a acusação, o exclusivo clube dos judeus em Nova Iorque deixará esse país de joelhos diante deles.

Embora a cultura da tolerância siga fazendo as cabeças com força total, os judeus ainda não conseguiram resolver o problema de como evitar que crianças brancas continuem a nascer. Nesta altura nosso autor começaria o terceiro capítulo de seu livro.

A cultura da esterilidade

Em toda parte os judeus estão por trás da cultura da esterilidade. Esta é uma expressão adequada para designar o que eminentes estudiosos referem como o “rápido declínio” da natalidade na maioria dos países europeus.[4] Nosso autor iria inicialmente citar o fato de que o contraceptivo oral foi criado pelo judeu Gregory Goodwin Pincus, mas na realidade os judeus de muitos países do Ocidente foram os “pioneiros da indústria clandestina de contraceptivos”, no dizer do historiador judeu Howard Sachar.[5] Por algum plano, coordenação ou simples instinto, os judeus concentraram-se em áreas hostis à natalidade dos brancos, como a contracepção, o aborto, as leis do divórcio, a promoção da pornografia, a homossexualidade, a confusão de gêneros, a promiscuidade.

De acordo com certo estudioso, a relação daqueles na vanguarda das clínicas de aborto, da literatura de prevenção da gravidez para casais, das medidas políticas de controle da natalidade nos Estados Unidos inclui os nomes seguintes: “Anna Samuelson no Bronx; Olga Ginzburg e Rachelle Yarros em Chicago; Sarah Marcus em Cleveland; Nadine Kavinoky e Rochelle Seletz em Los Angeles; Esther Cohen e Golda Nobel na Philadelphia; Hannah Stone, Marie Warner, Cheri Appel, Anna Spielgeman, Naomi Yarmolinsky e Bessie Moses em Baltimore; Elizabeth Kleinman em Boston; Lena Levine em Nova Iorque, Hannah Seitzwick-Robbins em Trento; e Lucile Lord-Heinstein em Massachusetts”.[6] Todas essas mulheres eram judias. Hannah Stone foi especialmente influente, trabalhando em ligação com [Margaret] Sanger, escreveu textos importantes sobre planejamento familiar, como Contraceptive methods of choice (1926), Therapeutic contraception (1928), Contraception and mental hygiene (1933), e Birth control: a practical survey (1937).

Desde 1920 até 1940, Margaret Sanger emprestou sua face de não judia para os movimentos em favor do aborto e da contracepção em Nova Iorque, tendo como seu principal advogado o judeu Morris Ernst. E quando Sanger decidiu patrocinar a legislação federal de controle da natalidade, ela escreveu ao rabino Stephen Wise, em 1931, solicitando a ele que se valesse da influência política judia e de sua própria lista bem extensa de contatos políticos para ajudá-la nesse intento, ao que o rabino respondeu alegremente, prontificando-se para dar conta da honrosa incumbência.[7] Sanger, é claro, casar-se-ia com um judeu e, segundo seu biógrafo, “encerrou-se em círculo de colegas e amigos judeus”.[8] 

Com efeito, a influência judia liga-se tão estreitamente às origens do aborto nos Estados Unidos que o historiador Daniel K. Williams caracterizou o debate sobre o aborto na década a partir de 1930 como um conflito religioso, observando que  “Quase todos os médicos que argumentavam contra o aborto eram católicos, enquanto os outros que arrazoavam sua legalização eram quase todos judeus”. [9] Williams refere ainda o fato de que “Os rabinos do judaísmo reformista foram os primeiros capitães do movimento a favor da lei de liberação do aborto”.[10] A ligação entre organizações judias e outras partes ainda mais sórdidas do submundo da profissão médica — nas quais, aliás, os judeus eram dominantes — tornou-se meridianamente clara durante as investigações de abortos ilegais em Nova Iorque, nas duas décadas desde 1940, conforme o historiador Leslie J. Reagan.[11] Quando Pincus criou a sua pílula, ele sabia que a sociedade poderia associar o antinatalismo ao ativismo judeu. Então, a fim de evitar o perigo do “estigma antissemita”, ele escolheu John Rock, que era católico, para desenvolver um regime anticoncepcional para a mulher, poupando desse encargo os judeus Abraham Stone e Alan Guttmacher, seus colegas de longa data e chefes do movimento antinatalista.[12]

Situações análogas ocorreram em todas as outras nações ocidentais. Alan Shatter decerto atuou como chefe da propaganda do anticoncepcionismo na Irlanda dos anos setentas, mas um século antes das ações de Shatter um membro do clero irlandês reportava o seguinte:

Um judeu chegou de caminhão à cidade […] e ele começou a vender instrumentos abortivos disfarçados de porta-lápis. […] O prior foi informado do negócio ilícito. […] Ele avisou a polícia, que não pôde fazer nada. Então ele mesmo improvisou uma corte, que julgou o delinquente, aplicando-lhe multa de 10 libras. O judeu pagou a multa e escafedeu-se. [13]

Em Nova Iorque, judeus como Moses Jacobi e Morris Glattstine eram especialmente influentes e notórios no mercado clandestino das ferramentas abortivas, já por volta da década desde 1870.[14] Similarmente, no final do século XIX, “Os judeus estiveram entre os campeões da revolução anticoncepcionista no Sul da Alemanha”. [15] Neste país, durante o entreguerras, segundo o acadêmico Harriet Freidenreich, “As médicas judias tiveram participação muito importante na campanha em pró da legalização do aborto. […] Elas estavam sobrerrepresentadas  no movimento da reforma sexual, que promoveu a distribuição mais ampla de meios anticoncepcionais. Essas judias eram notórias na disseminação de dispositivos contraceptivos”. [16]

Na Polônia, durante a Segunda República [1918-1939], a precursora principal da educação sexual, da contracepção, da promoção da homossexualidade e do aborto era Irena Krzywicka (nascida Goldberg). Além de fundadora da Liga Reformy Obyczajów (Liga para a Reforma dos Costumes), Krzywicka era articulista do influente jornal Wiadomosci literackie (Notícias Literárias), no qual ela se batia pelo casamento civil, pelo divórcio e pela contracepção facilitados, pela “liberação sexual” feminina e pelo aborto.[17] Em Antisemitism and Its Opponents in Modern Poland, o historiador Robert Blobaum refere que a “imprensa antissemita” na Polônia estabeleceu a ligação entre os judeus e “a difusão da literatura anticoncepcionalista” e a pornografia, mas muito timidamente ele trata da carreira de Krzywicka ou de seus numerosos colegas judeus. [18] Ronald Modras observa que até os dirigentes não judeus do movimento polonês pela contracepção destacavam-se pelo seu “filossemitismo”. [19]

Na France, a principal entidade por detrás da legalização da contracepção e do aborto era a Choisir (Escolher), fundada pela advogada judia Gisèle Halimi, e a legislação correspondente foi finalmente aprovada quando era ministra da Saúde a judia Simone Veil (nascida Simone Jacob).[20] Nos Estados Unidos, é claro,  Roe v. Wade significou um produto do ativismo da National Association for the Repeal of Abortion Laws [Associação Nacional pela Revogação das Leis do Aborto], fundada pelo judeu Bernard Nathanson. Nathanson participou diretamente da militância pela legislação a favor do aborto, ao lado da feminista judia  Betty Friedan, até o momento quando, no final dos anos setentas, ele sofreu uma crise de consciência, que parece ter sido verdadeira mesmo, depois da qual ele se converteu ao catolicismo. Até então, ele, pessoalmente, tinha feito mais de 60 mil abortos, havendo depois explicado numa entrevista que “Nós éramos desonestos, vivíamos enganando pessoas, inventando estatísticas; nós cooptávamos a imprensa com adulações, agrados, mimos. […] Nós nos apresentávamos como defensores do aborto e do direito de escolha, mas a verdade é que nós gostávamos de abortar”. E com certeza os judeus gostam mesmo do aborto. De acordo com o Pew Research Center, os judeus apoiam o aborto muito mais do que qualquer outro grupo religioso nos Estados Unidos. Na realidade, os judeus gostam tanto de limitar a fertilidade de outras populações que em 2013 Israel reconheceu haver aplicado contraceptivos nos imigrantes que chegavam da Etiópia, sem o consentimento deles.

Nosso autor decerto trataria com mais vagar do assunto referente ao aborto e aos anticoncepcionais somente porque a predominante participação dos judeus nas outras áreas da cultura da esterilidade já está bem documentada. O envolvimento judaico na incipiente sexologia, mediante influentes figuras tais quais Albert Moll, Iwan Bloch, Magnus Hirschfeld, Albert Eulenberg, Hermann Joseph Lowenstein, Julius Wolf, Max Marcuse e Eduard Bernstein ligava-se sempre à pretendida necessidade da “tolerância” e do pluralismo social. O que na verdade eles fizeram foi promover toda sorte das mais aberrantes patologias sexuais, separando o sexo da reprodução, para atacar a coesão social. Hirschfeld, provavelmente quem lançou a propaganda do “Amor é amor”, “subverteu a noção de que o amor romântico deveria estar orientado para a reprodução”, defendendo, ao contrário, a aceitação dos modos de vida homossexuais e de relações sexuais hedonísticas e não reprodutivas em geral.[21]

Nesta altura vale ressaltar que os judeus não se concentraram na promoção da “tolerância” para homossexuais, unissexistas [no original:gender benders],feticidas [no original: abortion-seekers] e travestis por acreditarem autenticamente nos “direitos” e no “valor” desse tipo de gente. Antes, os judeus veem nessas pessoas os perfis que querem promover na sociedade inclusiva, generalizando sua influência, com o que ficaria facilitado seu trabalho de aliciar mais sujeitos para a cultura da tolerância. A sociedade nunca aceitou realmente a homossexualidade e o transgenerismo, mas o que aconteceu foi que a própria sociedade primeiramente tornou-se “homossexual” em algumas de suas características, antes que viesse a tolerar os que de fato eram homossexuais e transexuais. Enquanto o Ocidente foi progressivamente ficando sem crianças e mais promíscuo, mais hedonístico, mais iludido e cheio de si mesmo, a distância entre o normal e o anormal estreitou-se, então ficou parecendo que não havia razão para negar a “igualdade”. As sociedades preocupadas com a própria demografia sofrerão severas consequências por causa da homossexualidade e do aborto/infanticídio. O Ocidente, celebrando ambas as práticas, está com a sua demografia em queda livre, não tem consciência das seriíssimas ameaças à sua sobrevivência racial, e seus povos seguem aceitando uma cultura conducente a seu próprio suicídio demográfico. A homossexualidade nunca antes fora tão aceita. O aborto nunca foi tão fácil e desestigmado. E os brancos nunca como agora estiveram na iminência de deixar o palco da história.

A promiscuidade tomou o lugar do carrinho de bebê. Um rápido olhar para a atual geração dos brancos em idade reprodutiva suscita grave preocupação. As taxas de doenças sexuais nos Estados Unidos nunca foram tão altas. Segundo especialistas da área médica, o Reino Unido está a caminho de uma “crise na saúde sexual.” O mesmo fenômeno tem sido verificado na Austrália, no Canadá, na Irlanda, na  França e na Alemanha. Enquanto isso, o Gatestone Institute informa que:

O aborto assumiu recentemente proporções épicas em países como a Suécia e a França. Na França, são feitos 200 mil abortos por ano. Para efeito de comparação, o número de nascimento na França é de  750 mil por ano. A França, então, está abortando a cada ano 20% de seus bebês/fetos/embriões/aglomerados celulares — que o leitor escolha o termo de acordo com suas convicções pessoais.

Não são os muçulmanos na França que estão abortando seus bebês aos milhares e milhares, o que talvez explique a manifestação dos mafomistas diante do arcebispo de Estrasburgo, para quem eles disseram que “Um dia a França será nossa”.

No livro The Population Bomb (1968), o biólogo judeu Paul Ehrlich escreveu que o melhor método para a redução da população era a legalização do aborto. Isso sem considerar os efeitos do controle da natalidade e a mais geral cultura da esterilidade, que glorifica a pervertida, a vazia visão do “amor” sem filhos. Quando os europeus começaram a legalizar o controle da natalidade e o aborto, 40 anos atrás, alguns anos depois do caso Roe versus Wade (1973), a Igreja Católica alertou contra o perigo de a Europa vir a ser uma “civilização mórbida”. Foi isso mesmo o que aconteceu.

A cultura da usura

Num Ocidente entregue ao mais selvagem materialismo, pode ser difícil ter consciência da extensão da agiotagem judaica. Quando se fala dos agiotas judeus, a maioria das pessoas geralmente pensa na Idade Média. Mas a agiotagem judaica está viva e passa muito bem na modernidade, havendo muitos países na condição de devedores dos prestamistas judeus, que por sua vez repassam sua riqueza para organizações dedicadas à promoção das três outras culturas do declínio branco (Crítica, Tolerância, Esterilidade). Paul Singer, ligado a “fundos de investimento” judaicos, tem sido descrito pela Bloomberg como “o mais temido investidor do mundo”, mas na realidade ele é o mais medonho parasito dos endividados. A República Democrática do Congo deve a Singer e seus colegas judeus 90 milhões de dólares, o Panamá deve-lhes 57 milhões de dólares, o Peru deve-lhes 58 milhões de dólares e a Argentina deve-lhes 1,5 bilhão de dólares. Quando os pagamentos estiveram atrasados, Singer sequestrou e manteve em seu poder um navio da marinha argentina, e quando a Coreia do Sul lutou para evitar que ele controlasse a Samsung, o “abutre” levou o presidente sul-coreano  ao impedimento e à prisão.

Embora esses fatos possam parecer pertinentes apenas às pessoas da alta sociedade, distantes da realidade da vida cotidiana (a não ser que o leitor viva numa cidade do Congo que teve o abastecimento de água suspenso por chantagem de Singer), a caterva de especuladores judeus está por trás de quase toda compra que se faça e de toda guerra em que o leitor pode ser obrigado a morrer. Singer, seu filho Gordin e seus colegas Zion Shohet, Jesse Cohn, Stephen Taub, Elliot Greenberg e Richard Zabel contam com testas de ferro em quase todo país e eles têm forte participação em toda empresa familiar ao leitor, de livrarias a bancos. Com os ganhos de seu parasitismo, eles financiam a cultura da esterilidade, empoderecem a política sionista, investem milhões em segurança para os judeus e promovem guerras por Israel. Singer é um republicano e tem assento na diretoria da Coalizão Judaica Republicana. Ele é ex-membro da direção do Jewish Institute for National Security Affairs, fundou grupos de pesquisa neoconservadores tais quais o Middle East Media Research Institute e o  Center for Security Policy e figura entre os maiores financiadores da organização neoconservadora Foundation for Defense of Democracies. Ele esteve ligado também à banca de advogados denominada Freedom’s Watch [Atalaia da Liberdade], que açulou a guerra contra o Iraque. Como se não bastasse, outro importante projeto de Singer foi o da Foreign Policy Initiative (FPI).Trata-se de grupo de advogados de Washington criado em 2009 por várias figuras influentes da judiaria neoconservadora com o objetivo de desenvolver políticas de guerra no Oriente Médio em favor de Israel. Também nesse caso o numerário de Singer pagou os honorários dos patronos da agressão.

Embora Singer fosse inicialmente contra Trump e este tenha atacado Singer por causa de sua política em pró da imigração (“Paul Singer representa os imigrantes ilegais no nosso país e defende a impunidade deles”), Trump é agora basicamente custeado por três judeus: Singer, Bernard Marcus e Sheldon Adelson, que juntos levantaram $250 milhões para a tesouraria política de Trump. Como retribuição, eles só querem uma guerra para destruir o Irã. Prepostos de Singer  da Elliott Management, empresa de sua propriedade, foram os principais financiadores do senador republicano Tom Cotton, que pressiona Trump para atacar o Irã como vingança dos supostos ataques deste país a dois navios no golfo Pérsico. Esses parasitários financistas judeus alimentam a esperança da guerra com o Irã, eles cabalam pela guerra: o judeu quer a carne. Um analista político comentou que “Esses doadores já externaram suas preferências políticas abertamente em relação ao Irã. Eles aguardam o dividendo dos investimentos que fizeram no partido de Trump”. Quando Adelson e Singer primeiramente acenaram para Marco Rubio, Trump postou na rede que Rubio seria uma “marionete” deles. Trump agora já recebeu numerário desses mesmos marionetistas, mas não cedeu a tudo o que exigiam e até demitiu John Bolton, o favorito da troica judaica. Resta saber como a camarilha judaísta reagirá à desobediência de Trump.

A troica de judeus por detrás de Trump é exemplo perfeito do papel das finanças judaicas e da cultura da usura na sustentação e promoção do poder judeu e sua influência na sociedade contemporânea. Singer encarna a usura e o capitalismo de rapina, Bernard “Home Depot” Marcus atende ao mais desvairado consumismo e Adelson representa a sórdida exploração comercial do vício (jogos de azar). Não há nada de produtivo na atividade de nenhum desses figuros. A enorme riqueza deles vem do parasitismo sociopático, do nepotismo étnico e do desejo da decadência cultural.

Nós sentimos o aprofundar da decadência, porquanto vivemos na sociedade do consumo conspícuo, fundada no endividamento sempre crescente das famílias. Em todo lugar, as pessoas compram coisas de que não precisam com o dinheiro que não têm. A dívida das famílias segue num crescendo mais uma vez nos Estados Unidos. De acordo com a New York Federal Reserve, as famílias americanas devem 13,86 trilhões de dólares, o que é mais do que deviam logo antes da crise econômica de 2008. Na Australia, a dívida das famílias corresponde a 190% de sua renda, uma proporção entre as mais altas do mundo desenvolvido. A mesma situação ocorre no Reino Unido. Os judeus, evidentemente, tiveram participação desproporcional na expansão das lojas de departamento, na indústria da moda, no comércio varejista e em outros setores da sociedade de consumo. [22] No final do século XIX, na Alemanha, como ainda em vários outros países do Ocidente, os judeus deram início à “revolução do consumo” e mantiveram ou, pelo menos, inauguraram a grande maioria das lojas de departamento, de confecções e moda em geral em todo o país”. [23] Naquele tempo, Werner Sombart observou que as lojas de departamento eram o emblema de uma nova e degenerativa cultura econômica, caracterizada pelas “anônimas e reificantes forças do capitalismo e da propaganda”. Os antissemitas da época viam esses centros da cultura econômica como “templos do consumo num duplo sentido: enquanto templos onde se consumia e templos que consumiam — isto é, um lugar de destruição, um Moloque que vorazmente consumia a clientela vulnerável e os negócios da vizinhança”.[24] 

Atualmente, muitas das marcas de luxo de produtos praticamente inúteis pertencem a judeus, são promovidas pela indústria publicitária de judeus e são financiadas por prestamistas judeus. Calvin Klein, Levi Strauss, Ralph Lauren, Michael Kors, Kenneth Cole, Max Factor, Estée Lauder e Marc Jacobs são apenas alguns judeus cujos nomes tornaram-se sinônimos da cultura consumista escorada na dívida e na adesão a modismos cuidadosamente midiados. Outras empresas pertencentes a judeus, como Starbucks, Macy’s, the Gap, American Apparel, Costco, Staples, Home Depot, Ben & Jerry’s, Timberland, Snapple, Häagen-Dazs, Dunkin’ Donuts, Monster Beverages, Mattel e a Toys “R” Us epitomam a produção supérflua e infinita de lixo para o consumo das massas alimentado a crédito.

O templo do consumismo onde arde a chama eterna da dívida vincula-se também às culturas da crítica, da tolerância e da esterilidade. O assim chamado antirracismo, o fomento da confusão de gênero, a celebração da imigração ilimitada e do multiculturalismo tornaram-se o carro-chefe da publicidade contemporânea. Agora, quando chega ao fim a guerra racial, o Ocidente ressona o estertor final de sua agonia.

Talvez alguém fosse perguntar o que é que bolachinhas de tortilha tem a ver com sodomia, mas isso decerto porque essa pessoa sofresse de algum défice de tolerância. O melhor remédio para esse doente seria reconhecer os privilégios da raça branca, comprar um Starbucks e experimentar novas calças de 200 dólares na Macy’s.

Conclusão

A critica, a tolerância, a esterilidade e a usura existem em convergência e se adunam. Nisso reside a necessidade do antissemitismo. Eu me senti assombrado com A necessidade do antissemitismo e também, e na mesma medida, com aquela imagem do rabino de Goedsche que discursa para os treze chefes das tribos judaicas reunidos à noite num cemitério. Isto me assombra porque parece coisa arcaica e ingênua, como se a situação pudesse ter sido tão simples, mas tudo é muito pior. A realidade sempre foi muito mais profunda e infinitamente mais perigosa. Em tudo o que tange à Questão Judia, os judeus sempre perguntaram se isso ou aquilo seria bom para os judeus. Os brancos, por sua vez, e diante disso, deveriam perguntar se os judeus são bons para eles. Ora, a resposta está na correlação entre os judeus e os quatro aspectos do declínio branco de que tratamos e é negativa: os judeus não são bons para os brancos. Portanto, nossa oposição aos judeus, pelo que fazem contra nós, é perfeitamente lógica e moralmente necessária.


Referências

[1] RAPHAEL,F. The Necessity of Anti-Semitism. London: Carcanet, 1997, p. 49.

[2] DRESSER, D.; FRIEDMAN, L. American Jewish Filmmakers. Univ. of Illinois, 2004 p. 7.

[3] MENDELSSOHN, M. “Anmerkung zu des Ritters Michaelis Beurtheilung des ersten Teils von Dohm, über die bürgerliche Verbesserung der Juden” (1783), Moses Mendelssohn gesammelte Schriften, ed. G. B. Mendelssohn (Leipzig, 1843), vol. 3, 367.

[4] KREYENFELD, M. Childlessness in Europe: Contexts, Causes and Consequences.Cham: SpringerOpen, 2017. p. v.

[5] Apud RUSSELL, T. A Renegade History of the United States. New York: Simon & Schuster, 2010.

[6] KLAPPER, M. R. Ballots, Babies, and Banners of Peace: American Jewish Women’s Activism, 1890-1940. New York: New York University Press, 2013. p. 151.

[7] Ibidem, p. 159.

[8] CHESLER, E. Woman of Valor: Margaret Sanger and the Birth Control Movement in America. New York: Simon & Schuster, 2007. p. 51.

[9] WILLIAMS, D. K. Defenders of the Unborn: The Pro-Life Movement Before Roe v Wade. Oxford: Oxford University Press, 2016. p. 27.

[10] Ibidem, p. 66.

[11] REAGAN, L. J. When Abortion Was a Crime: Women, Medicine, and Law in the United States, 1867-1973.Berkeley: University of California Press, 1997. p. 173.

[12] REED, J. The Birth Control Movement and American Society.Princeton: Princeton University Press, 1984. p. 351.

[13] LEONE, M. P. Atlantic Crossings in the Wake of Frederick Douglass.Leiden: Brill, 2017. p. 111.

[14] BRODIE, J. F. Contraception and Abortion in Nineteenth-century America.Ithaca: Cornell University Press, 1994. p.234.

[15] CROMBIE, A. C. (ed). History of Science.Chicago: University of Chicago Press, 1990. p. 371.

[16] FREIDENREICH, H. P. Female, Jewish, and Educated: The Lives of Central European University Women. Bloomington: Indiana University Press, 2002. p. 154.

[17] HASHAMOVA, Y. (ed). Transgressive Women in Modern Russian and East European Cultures: From the Bad to the Blasphemous. New York: Routledge, 2017. p. 16.

[18] BLOBAUM, R. Antisemitism and Its Opponents in Modern Poland. Ithaca: Cornell University Press, 2005. p. 87.

[19] MODRAS, R. The Catholic Church and Antisemitism: Poland, 1933-39. New York: Routledge, 2004. p. 62.

[20] LAS, N. Jewish Voices in Feminism: Transnational Perspectives.Lincoln: University of Nebraska Press, 2015. p. 91.

[21] DICKSON, E. R. Sex, Freedom and Power in Imperial Germany, 1880-1914. Cambridge University Press, 2014. p. 7.

[22] REUVENI, G. Consumer Culture and the Making of Modern Jewish Identity. Cambridge: Cambridge University Press, 2017. p. xiii.

[23] LERNER, P. The Consuming Temple: Jews, Department Stores, and the Consumer Revolution in Germany, 1880-1940. Ithaca: Cornell University Press, 2015. p. 5.

[24] Ibidem, p. 9.

89, the Jewish screenwr

Autoria: Andrew Joyce. Fonte: The Occidental Observer. Título original em inglês: “The Necessity of Anti-Semitism”. Data de publicação do original: 27 de setembro de 2019. Versão brasilesa: Chauke Stephan Filho.

Reflexiones sobre la Historia del Hoax Judío

Andrew Joyce: “Reflections on the History of the Jewish Hoax

“El relato de The Times sobre lo que ocurrió en cada uno de esos lugares contiene las más grandes exageraciones, y el relato sobre lo que ocurrió en algunos de esos lugares es totalmente falso.”
Cónsul General Británico Stanley, sobre los ‘pogromos’ rusos, enero de 1882

Introducción

El humorista decimonónico Josh Billings una vez escribió que “no hay mejor evidencia de inteligencia superior, que no sorprenderse ante nada.”

Demostrando su inteligencia superior en cuestiones judías, pocos eventos conmocionaron menos a la Derecha Alternativa que el reciente arresto de un adolescente judío en Israel, por amenazas de bomba falsas contra centros comunitarios judíos en los Estados Unidos, Australia y Nueva Zelanda.

Aunque ya han pasado varias semanas desde el epicentro de este engaño,  la mera magnitud de su presente revuelo político y mediático es profundamente significativa, y merece aún más discusión y contextualización.

De particular interés son las acciones y la afectación de la Liga Anti-Difamación (ADL), descarada en su inmediata aseveración de que el responsable del hecho había sido un antisemita blanco, nuevamente demostrando gran tenacidad en el ejercicio de su considerable influencia política y cultural.

Utilizando las más endebles narrativas, sustentadas por una igualmente sospechosa “historia de persecución,” la ADL fue capaz de diseminar el mito del victimismo judío en los medios, asegurarse asesoría de alto nivel con el FBI, e incluso reprender públicamente al presidente de los Estados Unidos por su respuesta “inadecuada.” En especial, la negativa de Trump de asumir automáticamente que las amenazas de bomba habían sido un “crimen de odio,” fue recibida con amargas reprimendas por varias organizaciones judías.

Luego de que el  norteamericano-israelí responsable fuera aprehendido,  alguien ingenuo podría haber esperado algo de humildad o de autoconciencia de parte de estos grupos. Sin embargo, en una evolución que nuevamente no logrará sorprender a la Derecha Alternativa, la ADL se demostró impenitente e intransigente. Con arrogancia extrema, la organización publicó una declaración leyendo: “Mientras los detalles de este crimen permanecen confusos, el impacto de las acciones de este individuo es claro como el cristal: estos fueron actos de anti-semitismo.”

A pesar de que los judíos mismos parecen haber aprendido poco de este episodio, al menos nos provee con algo de material para la reflexión. De principio a fin, el episodio revela perfectamente en un microcosmos, la relación de los judíos con el anti-semitismo, la construcción de narrativas mediante las cuales los judíos se comprenden ellos mismos, y la importancia del mito y el engaño para mantener la identidad judía. En pocas palabras, el episodio reveló el núcleo de un fenómeno singular — el arquetípico ‘hoax judío.’ Dado que ningún lenguaje lidia mejor que el alemán con el concepto de sustantivo compuesto, podríamos incluso acuñar un término para este fenómeno — el Judenscherz.  Read more